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Recursos extras

A avaliação do governo do ES sobre o megaleilão do pré-sal

Governo do Estado vai receber R$ 161 milhões de receitas do petróleo

Publicado em 07 de Novembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

07 nov 2019 às 04:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Partida da P-74 do estaleiro EBR rumo ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos Crédito: Alaor Filho/Mirá Imagem
A decepção com a arrecadação do megaleilão do pré-sal atingiu também os Estados e os municípios brasileiros, incluindo o Espírito Santo. Por aqui, o bolo de R$ 331 milhões que chegaria para o caixa do governo capixaba foi reduzido para R$ 160,7 milhões. As prefeituras, por sua vez, vão receber R$ 97,7, valor inferior aos R$ 201 milhões previstos inicialmente pelo governo federal.
A coluna conversou com o secretário da Fazenda, Rogelio Pegoretti, para entender como o resultado foi recebido pelo governo. Segundo ele, é possível encarar os números sob duas óticas.
"Dá para vermos a parte vazia do copo e a parte cheia. A parte vazia é o fato das expectativas que tínhamos serem bastante reduzidas. Mas também podemos olhar pelo lado bom. Serão quase R$ 161 milhões a mais para o nosso caixa. Afinal, no início deste ano, quando fizemos o planejamento orçamentário do Estado, não havia previsão de receber essa receita. Então, de alguma forma estamos no lucro"
Rogelio Pegoretti - Secretário de Estado da Fazenda
Ele afirmou que os recursos deverão chegar aos cofres estaduais até o início do ano que vem e que a ideia do governo é destiná-los para investimentos em infraestrutura. “Vamos direcionar essa receita para o Fundo de Infraestrutura que foi criado pelo governador Renato Casagrande (PSB) para receber os recursos do acordo de unificação do Parque das Baleias. Nosso objetivo é incrementar o fundo com as novas receitas”, afirmou sem detalhar, entretanto, quais obras poderão ser realizadas com o dinheiro do megaleilão do pré-sal.
Vale lembrar que o governo federal determinou que os recursos sejam usados no pagamento dos regimes de Previdência deficitários. O governador Casagrande já havia afirmado que essa regra será respeitada pelo Estado, mas que a ideia é pegar o dinheiro que já estava previsto para pagar o rombo de aposentadorias e pensões e aí direcioná-lo para a infraestrutura.
"Vamos mandar esse dinheiro para a Previdência, e o que iríamos usar de recursos próprios para a Previdência será destinado para o investimento. Essa é uma inversão contábil”, declarou há cerca de 20 dias.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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