Quatro pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (17) em uma nova fase da Operação Bethânia, liderada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Segundo o órgão, os alvos são integrantes de uma organização criminosa que atuaria na região de Viana, na Grande Vitória, com envolvimento em homicídios, tráfico de drogas, posse de armas e lavagem de dinheiro
A investigação começou em 2024 e, ao longo das apurações, nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público. Destas, seis estão sob custódia. Dois denunciados já estavam presos por outros crimes e receberam novas ordens de prisão preventiva. Outros três não foram localizados e são considerados foragidos.
A nova fase foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Central), que cumpriu mandados de prisão preventiva nesta quinta-feira.
Linha do tempo da Operação Bethânia
Nos últimos dois anos, foram realizadas fases da operação a partir da análise de celulares, documentos e depoimentos. Para entender a evolução da investigação até as prisões desta quinta-feira, confira os principais marcos da força-tarefa nos últimos dois anos:
Setembro de 2024: O Ministério Público iniciou o mapeamento da facção com atuação em Viana. Na primeira fase, foram cumpridos mandados em Viana e Cariacica, com o objetivo de atingir integrantes apontados como lideranças do grupo.
Dezembro de 2024: A análise de materiais apreendidos durante as primeiras ações levou o MPES a aprofundar as investigações sobre os crimes atribuídos à organização. Novos mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Outubro de 2025: A análise de documentos e depoimentos apontou, segundo o MPES, indícios de que integrantes do grupo utilizavam outras regiões do Espírito Santo para movimentar e ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas. A operação foi ampliada para Vitória, Domingos Martins e Iconha, onde foram cumpridos novos mandados de busca e apreensão.
Setembro de 2026: Após a conclusão das investigações, o MPES denunciou nove pessoas à Justiça. A denúncia foi recebida e a Justiça decretou a prisão preventiva dos denunciados.
O nome da Operação Bethânia faz referência ao bairro Morada de Bethânia, em Viana, onde a investigação teve início.
Segundo o MPES, a ação penal será tornada pública após o cumprimento de todas as medidas cautelares. A medida, conforme o órgão, tem o objetivo de não comprometer as diligências relacionadas aos três denunciados que ainda estão foragidos.
*Este conteúdo foi produzido por Camila Leão, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob edição de Wanessa Scardua.