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Orlando Caliman

A revolução da energia está só no começo

O mundo não somente continuará a depender desse precioso recurso como ampliará e sofisticará o seu uso. Só que cada vez mais sob novas formas e fontes

Publicado em 20 de Junho de 2018 às 17:56

Públicado em 

20 jun 2018 às 17:56
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman Orlando Caliman

orlando.caliman@gmail.com

Especial Gazeta Lab Resíduos - Turma Faesa Crédito: Divulgação/Reprodução
O setor de produção de energia, sobretudo o segmento de energia elétrica, passará por fortes e rápidas transformações. De um lado, as mudanças são motivadas e aceleradas por novas tecnologias e processos inovadores impulsionados principalmente pelos avanços em tecnologias de comunicação, inteligência artificial, internet das coisas, big data, smart grid, típicas da era digital. De outro lado, transformações vindas pelo apelo à sustentabilidade do planeta, que começa a despertar a consciência coletiva em torno da necessidade do uso de fontes energéticas mais limpas.
A humanidade sentiu efetivamente a presença da energia elétrica no século XIX, com a sua mais notória expressão, a lâmpada, invenção atribuída ao americano Thomas Edson e patenteada por ele em 1880. A energia elétrica, para seus mais variados usos, proporcionaram grandes transformações na era moderna. Facilitou a vida das pessoas nas suas casas e nas ruas e avenidas, e revolucionou o mundo da produção.
A energia elétrica, para seus mais variados usos, proporcionaram grandes transformações na era moderna. Facilitou a vida das pessoas nas suas casas e nas ruas e avenidas, e revolucionou o mundo da produção
O mundo não somente continuará a depender desse precioso recurso como ampliará e sofisticará o seu uso. Só que cada vez mais sob novas formas e novas fontes de suprimento. Novas formas, na medida em que avanços tecnológicos ampliam o leque de possibilidades e oportunidades, inclusive para quem queira produzí-la em pequena escala, tornando-a ao mesmo tempo mais acessível a quem necessita e também mais amigável do ponto de vista da eficiência e sustentabilidade ambiental.
Na próxima segunda feira, dia 25, o capixaba terá a oportunidade de atualizar-se em conhecimentos, experiências e tendências do mundo da energia elétrica, durante o Fórum Capixaba de Energia. Tendo como tema central o desenvolvimento tecnológico e inovação, a Fenergia vai criar um espaço de debates e mapear oportunidades de negócios de energia e investimentos no Espírito Santo.
Para quem não sabe, o Espírito Santo é o maior consumidor per capita de energia do país, nas suas variadas formas, inclusive energia elétrica. Segundo dados do Balanço Energético levantados pela Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP), no ano de 2015 consumimos aqui 2,25 TEPs (toneladas equivalentes de petróleo), enquanto a média para o país foi de 1,25 TEPs. Segundo a mesma fonte, com um PIB que corresponde a apenas 2,2% do PIB nacional, o Espírito Santo consumiu naquele mesmo ano algo em torno de 9% de toda a energia consumida no país. Nessa condição, porém, somos grandes importadores de energia elétrica. Importamos cerca de 59% do que é ofertado ao Estado. Podem estar aí boas oportunidades para quem queira investir.
*O autor é economista

Orlando Caliman

Orlando Caliman Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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