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Tristeza e homenagem

Amigos e colegas de trabalho lamentam morte do repórter Caíque Verli, da TV Gazeta

Funcionários da Rede Gazeta falam da saudade do jornalista e ressaltam sua dedicação e compromisso com a notícia, além da generosidade e do carinho que tinha para com todos

Publicado em 23 de Julho de 2026 às 12:52

Maurílio Mendonça

Publicado em 

23 jul 2026 às 12:52

A morte do jornalista Caíque Verli, 33 anos, da TV Gazeta, comoveu os profissionais da Rede Gazeta. Seu profissionalismo, a dedicação com a notícia e o compromisso com o jornalismo foram ressaltados por amigos e colegas, assim como a generosidade e o respeito que tinha com todos.

Repórter Caíque Verli, da TV Gazeta
Repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, morreu nesta quinta-feira (23), aos 33 anos de idade. Redes Sociais

Geraldo Nascimento, editor-chefe de A Gazeta e CBN Vitória, disse que, hoje, “passa um filme na cabeça”, com as lembranças do trabalho de Verli na Rede Gazeta. 


“Um filme que inclui o momento de sua chegada à Rede Gazeta, suas habilidades testadas e bem avaliadas nos jornais impressos, na Rádio CBN, no digital e na TV Gazeta. Era um jovem inquieto, preocupado com o avanço da sua carreira e com o resultado das suas entregas, conquistava e mantinha boas fontes, fruto do relacionamento respeitoso com elas, demonstrando comprometimento e profissionalismo. Além disso, era cordial com os amigos e colegas. É um dia de muita tristeza. Que a família dele se sinta abraçada e receba essas mensagens como uma ponta de alento.”


O editor-chefe da TV Gazeta e g1 ES, Bruno Dalvi, destacou a trajetória de Verli.


"Era um jornalista muito comprometido com o trabalho, responsável, e cultivava boas fontes, principalmente na área de segurança pública, onde ficou reconhecido por sua atuação. Era um jovem alegre, animado, querido por todos os colegas. Hoje é um dia difícil para nós, da redação, mas vamos honrar a memória dele da forma que ele mais acreditava: fazendo jornalismo! Caíque era repórter, e um repórter tem a nobre missão de informar. É isso que faremos, ainda que com o coração partido, com o mesmo compromisso que ele sempre teve."


Para a apresentadora e editora-executiva da CBN Vitória, Fernanda Queiroz, Caíque foi "um jornalista que sempre se entregava em buscas das melhores apurações."


"Ele estava sempre conosco, ora no noticiário, ora na produção. Eu estou em choque com o que aconteceu, sem entender muito o ocorrido. O céu recebe hoje um menino que ganhou meu coração desde que chegou na Gazeta. Gentil, educado, excelente colega. CBN está toda de luto."

O repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, foi encontrado morto no próprio apartamento, em Vitória
O repórter Caíque Verli, da TV Gazeta, foi encontrado morto no próprio apartamento, em Vitória Redes Sociais

O editor de A Gazeta Rodrigo Lira lembra de quando Verli chegou à redação e reparou “em uma característica que, de cara, os muitos anos de experiência te fazem perceber. De que aquele profissional, com o brilho nos olhos, vai vingar, que vai se tornar um grande repórter, que tem sagacidade, curiosidade, vontade de aprender, inquietude e, principalmente, responsabilidade com a informação. Posso dizer que me sinto orgulhoso de ter contribuído e participado, enquanto editor, da formação profissional desse grande talento que era o Caíque".


Jornalista e ex-coordenador do Curso de Residência em Jornalismo, Eduardo Fachetti  também ressaltou o talento de Caíque, afirmando “que ultrapassava a técnica básica".


"Antes de mostrar o quão bom profissional era, ele conquistava pela simpatia, pela gentileza. Foi assim desde que chegou à Rede, como aluno do Curso de Residência. Depois, foi crescendo na carreira com humildade, paciência e um carisma nato, uma forma muito própria de se aproximar das pessoas e ganhar a confiança. Nos tornamos amigos, e essa amizade sempre foi marcada por conversas sinceras, desabafos, momentos de leveza. Caíque deixa um vazio enorme no Jornalismo e no coração daqueles que o amavam. Uma perda muito sentida.”

A editora e apresentadora do telejornal Gazeta Meio Dia, Rafaela Marquezini, lembrou da sensibilidade do profissional ao produzir as reportagens. "Ele tinha muito cuidado com as fontes e respeito pela dor do outro. Tinha um faro apurado pelas notícias, era apaixonado por jornalismo. Vai fazer muita falta nas telas e na nossa redação."


Vilmara Fernandes, colunista de A Gazeta, salientou o quanto "Caíque era um amigo muito especial, alegre, divertido, presente, com um sorriso e um brilho no olhar difícil de esquecer. E foi um profissional incrível, sempre atento aos fatos, tratando os temas e reportagens com empatia, buscando entender o impacto social e emocional de cada informação. Já está fazendo muita falta".


A colunista de Política de A Gazeta Letícia Gonçalves traz lembranças recentes. Ressaltou que "Caíque era um bom amigo. Divertido, fã de pagode e estava feliz por ter conhecido o Maracanã recentemente. Vou sentir falta dos nossos momentos juntos".

A saudade dos bons momentos também está com Beatriz Heleodoro, produtora da CBN Vitória. Para ela, é "muito difícil falar do Caíque no passado ou com tristeza porque ele é exatamente o contrário: presente e alegria". 


"Nunca deixou de dizer um 'eu te amo', nunca deixou de aproveitar a vida. Aprendi muito com ele, para além do jornalismo, sobre saúde, bem-estar e amor próprio. Ele era excepcional na tela e ainda mais fora dela. Vai seguir com a gente em um samba bom, num almoço no meio da semana (com mais carboidrato do que salada), no rádio, na TV, no site… Tudo tem Caíque, tudo sempre vai ter."


As boas lembranças também estão com o produtor da CBN Vitória Adalberto Cordeiro. "Caíque, quando entrei na Rede Gazeta, em 2016, foi uma das primeiras pessoas que tive a oportunidade de ter um contato mais direto. Do trabalho, surgiu uma amizade que levamos pra vida, ao lado de amigos como Vinícius Lodi, Matheus Zardini e Patrícia Meirelles, ex-companheiros de equipe na CBN Vitória/Rede Gazeta. Formamos um grupo com boas histórias pra contar. E SÃO essas histórias que vamos levar agora, eternizadas em nossos corações. Que Deus conforte o coração de todos os familiares e amigos. Obrigado, Caíque!"

Gerente de Produto Digital da Gazeta, Elaine Ferreira, relembra a trajetória de Verli dentro da Rede Gazeta e as qualidades do profissional em diversos tipos de coberturas. 


"Vi Caíque chegar à empresa, ainda menino, tímido, quando fez a Residência em Jornalismo. Foi trabalhar no Gazeta Online, que foi uma escola principalmente da cobertura factual pra ele. Sempre foi muito curioso, dedicado, pegava muitas vezes dobras porque era apaixonado pela rádio. Não passou muito tempo e virou repórter da CBN Vitória, que o fez dar um novo salto de crescimento na carreira. A pandemia nos trouxe muita apreensão, mas ele se manteve sempre disponível, profissional e dedicado. De novo, incansável foi fazer umas dobras na TV, e vi que seu olho brilhou para esse canal. A partir daí, só foi crescendo profissionalmente, se destacando com as fontes, informando o capixaba da melhor forma, mesmo cobrindo assuntos policiais. Não esqueço do dia em que ele conseguiu o grande furo da sua jornada: ser o primeiro a dar a prisão do traficante Marujo. Naquele dia, dei um abraço e falei do meu orgulho. O olho dele estava brilhando de felicidade. Quero guardar essa imagem, de um menino dócil, tranquilo, um profissional gigante e dedicado! Que Deus conforte toda sua família e nós, seus amigos".


A coordenadora de Comunicação Mercadológica da Rede Gazeta, Lara Rosado, reforça que "hoje é um dia de muita tristeza".


"A partida do Caíque Verli deixou um buraco no meu coração. Nunca vou me esquecer do apoio que ele me deu no início da minha carreira, me ensinando a dar os primeiros passos como repórter. Sempre prestativo, atencioso, generoso. O jornalismo perde um profissional dedicado, comprometido, com sede de apurar os fatos. Sorte a minha que, além de colega de trabalho, se tornou um grande amigo, que trazia alegria por onde passava. Tenho certeza de que Caique deixa um legado de amor pelo que fazia. Um legado que vive em cada colega que ele ajudou, em cada história que contou com tanto cuidado e em cada sorriso que deixou por onde passou."


Para Talita Carvalho, analista da Redação A Gazeta e CBN Vitória, Caíque será lembrado pelo seu compromisso com o jornalismo, pela ética, dedicação e respeito à verdade. 


"Seu trabalho marcou colegas, fontes e leitores, deixando um legado que permanece vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e de compartilhar sua caminhada profissional. Neste momento de dor, expressamos nossos mais sinceros sentimentos à família, aos amigos e a todos os que foram tocados por sua trajetória. Que sua contribuição ao jornalismo continue inspirando profissionais e que sua memória permaneça como exemplo de compromisso e humanidade."

Velório e enterro em Minas

Caíque morreu nesta quinta-feira (23). O repórter foi encontrado dentro do apartamento onde morava, em Vitória. Ele era natural de Carangola, em Minas Gerais. Uma equipe do Samu foi acionada por amigos que o encontraram logo pela manhã. E a Polícia Científica também foi ao local, constatando o óbito. 


Segundo a Polícia Civil, as diligências realizadas no endereço indicam que a morte decorreu de questões de saúde, sem sinais de outras causas. O velório e o enterro serão realizados na cidade natal de Caíque.

Ele era formado na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e participou da 17ª turma do Curso de Residência da Rede Gazeta. Após a conclusão do curso, começou a trabalhar na redação multimídia da Rede Gazeta, em 2014, com passagens por A Gazeta e Rádio CBN Vitória.

Veja nota de pesar divulgada pela Rede Gazeta:

É com profundo pesar que a Rede Gazeta comunica o falecimento do jornalista e repórter Caíque Verli. A família de Caíque já foi informada e está sendo acompanhada pela empresa em Minas Gerais, onde reside.


Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de profissão, a quem desejamos força e conforto.


Caíque deixa um legado de dedicação e comprometimento com o jornalismo, e será lembrado com carinho e admiração por todos que tiveram o privilégio de conviver e trabalhar ao seu lado.


As causas do óbito estão sendo apuradas pela Polícia Civil do Espírito Santo. Informações sobre velório e sepultamento serão comunicadas oportunamente.

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Morre, aos 33 anos, o repórter Caíque Verli, da TV Gazeta

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