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Mário Broetto

O papel da escola no desenvolvimento da criatividade

A tradicional forma de ensino, baseada em professores ministrando os conteúdos para os alunos em sala de aula, não é mais suficiente para o desenvolvimento de uma criatividade genuína e produtiva

Publicado em 

04 jan 2026 às 10:00

Publicado em 04 de Janeiro de 2026 às 13:00

O mundo está passando por constantes transformações sociais, culturais, econômicas, tecnológicas e de tantas outras ordens, sendo assim, a cada dia, novos desafios apresentados. Ser criativo, ou seja, capaz de ter novas ideias, inovar e encontrar diferentes soluções para problemas e situações do cotidiano, tem se tornado fundamental para o profissional que deseja se destacar no mercado de trabalho e na sociedade.
Engana-se quem pensa que a criatividade é um dom restrito a quem escolhe caminhos profissionais voltados à arte, à cultura ou à área de Humanas. Trata-se, na verdade, de uma habilidade que pode ser adquirida e aperfeiçoada ao longo da vida, independentemente da carreira escolhida.
Diante dessa realidade, as escolas têm um papel fundamental para a formação de profissionais criativos, competentes e preparados para os desafios da profissão e da vida. A criatividade, inclusive, é uma habilidade presente na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que orienta os currículos da Educação Básica brasileira, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A Competência 2 da BNCC aborda o Pensamento Científico, Crítico e Criativo, cujo propósito é despertar a curiosidade, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade dos estudantes. De acordo com essa orientação, a instituição de ensino deve oferecer atividades que estimulem a investigação de causas, a elaboração e o teste de hipóteses, a formulação e resolução de problemas e a criação de soluções.
Para alcançar esses objetivos, é preciso explorar novas metodologias e práticas pedagógicas. A tradicional forma de ensino, baseada em professores ministrando os conteúdos para os alunos em sala de aula, não é mais suficiente para o desenvolvimento de uma criatividade genuína e produtiva. É necessário estimular os estudantes a participarem ativamente do processo de ensino-aprendizagem, tornando-os, inclusive, autônomos e protagonistas da obtenção do conhecimento.
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Sala de aula Crédito: iStockphoto
A expressão “colocar a mão na massa” resume bem essa necessidade. Apostar, por exemplo, em estratégias que vão de passeios ao ar livre à disponibilização de espaços de experimentação, descoberta e construção, equipados com ferramentas tecnológicas das mais tradicionais às altamente inovadoras, é um caminho para que os estudantes vejam com os próprios olhos os conteúdos aprendidos nos livros, façam perguntas e reflitam sobre as relações físicas e químicas existentes na natureza, os movimentos artísticos e culturais, e também sobre o contexto social atual.
É toda essa bagagem educacional ampla que desafia o aluno a ampliar seus olhares e possibilidades para ser criativo, pensar “dentro, fora e além da caixa” e propor inesperadas soluções para velhos, atuais e até futuros problemas. É assim que formamos cidadãos prontos para transformar a sociedade também com todo seu potencial criativo.
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