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Seca no Acre

Acre enfrenta seca extrema e rio está próximo de menor marca histórica

O Acre vive uma das piores secas de sua história, situação que levou a Defesa Civil Nacional reconhecer a situação de emergência em quase todo o estado

Publicado em 22 de Agosto de 2024 às 09:15

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 ago 2024 às 09:15
Seca no Acre atinge níveis históricos
Seca no Acre atinge níveis históricos Crédito: Defesa Civil/Acre
O nível do rio Acre está a apenas 12 centímetros da menor cota já registrada na história, 1,25 m, em outubro de 2022. Segundo a Defesa Civil de Rio Branco, o nível chegou a 1,37 m na capital nesta quarta-feira (21). A situação é considerada preocupante. O Acre vive uma das piores secas de sua história, situação que levou a Defesa Civil Nacional reconhecer a situação de emergência em quase todo o estado. Das 22 cidades acrianas, Rio Branco, a capital, é a única exceção.
Com o reconhecimento, as prefeituras podem pedir recursos ao governo federal para ações da Defesa Civil. Segundo a CPT (Comissão Pastoral da Terra), os impactos da seca extrema são notados nas duas bacias que formam o rio Acre: a do Purus e a do Juruá, colocando em risco o acesso de comunidades à água potável e alimentos. O órgão informa que em muitos pontos onde havia água hoje existem grandes bancos de areia às margens dos rios.
O governo do Acre decretou na terça-feira (20) situação de emergência em saúde pública devido à intensificação da seca, fumaça e da condição vulnerável da população por causa do consumo de água imprópria. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, autoriza a adoção de ações emergenciais.
Além da escassez hídrica, o estado enfrenta o aumento de focos de incêndio, em uma condição climática com baixos índices de chuva, altas temperaturas e umidade relativa do ar reduzida. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o ambiente é propício para a proliferação de bactérias, o que causa surto de doenças infecciosas.
"É importante entender que a fumaça e a baixa umidade do ar podem causar vários problemas de saúde. A fumaça contém partículas finas que podem irritar os olhos, nariz e garganta, além de agravar doenças respiratórias como asma e bronquite. Já a baixa umidade do ar pode ressecar as vias aéreas respiratórias e a pele, além de aumentar o risco de infecções respiratórias", diz Marcos Malveira, coordenador do Centro de Operações de Emergência em Saúde do estado.
No dia 30 de julho, o governo do Acre já havia decretado emergência no estado devido à seca que atinge toda a região amazônica, causando desabastecimento de água, queimadas e erosões.

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