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CPI da Covid

Almeida entrega documento comprovando reunião com ex-número 2 de Pazuello

O encontro envolveu o ex-chefe da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde Elcio Franco e representantes da Davati para negociar a compra de vacinas contra a Covid-19

Publicado em 10 de Agosto de 2021 às 14:50

Agência Estado

Publicado em 

10 ago 2021 às 14:50
Ao lado do advogado, o tenente-coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida (direita) presta depoimento à CPI  Fonte: Agência Senado
Ao lado do advogado, o tenente-coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida (D) presta depoimento à CPI Fonte: Agência Senado Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado
Documento entregue pelo tenente-coronel Helcio Bruno Almeida à CPI da Covid comprova que o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco se reuniu com representantes da Davati no dia 12 de março para negociar a compra de vacinas contra a covid-19. Elcio Franco foi número 2 do ex-ministro Eduardo Pazuello à frente da pasta.
A Davati tentou vender doses do imunizante para o governo federal sem comprovar a entrega de doses nem ter o aval dos fabricantes. A negociação virou alvo da CPI, que suspeita de um esquema de corrupção no governo do presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com registro da reunião anotada em ata pela Secretaria-Executiva do ministério, o encontro contou com dez pessoas "para tratar sobre vacinas contra a covid-19". Além do Instituto Força Brasil, presidido pelo tenente-coronel Almeida, estavam presentes representantes da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), da empresa BR Med Saúde Corporativa e da Davati.
A reunião foi agendada para discutir a regulamentação da compra de vacinas pela iniciativa privada, de acordo com o tenente-coronel. No dia 10, dois dias antes do encontro, o presidente Jair Bolsonaro havia sancionado uma lei autorizando empresas privadas a comprarem imunizantes. A legislação, porém, obriga as companhias a doarem todas as doses para o Sistema Único de Saúde (SUS) até a vacinação dos grupos prioritários. Nesse mesmo período, a Câmara começou a discutir um projeto ampliando o aval para as empresas privadas negociarem vacinas.

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