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Pandemia

Associação médica faz apelo para a população se vacinar contra a Covid

A Associação Médica Brasileira (AMB) diz, ainda, ter a certeza de que a Anvisa vai saber avaliar com qualidade o uso emergencial e o registro das vacinas contra a Covid-19

Publicado em 14 de Janeiro de 2021 às 15:31

Lara Mireny

Publicado em 

14 jan 2021 às 15:31
A Associação Médica Brasileira considera ser urgente o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil
A Associação Médica Brasileira considera ser urgente o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil Crédito: Freepik/ @jcomp
A  Associação Médica Brasileira (AMB), em conjunto com o quadro de Sociedades de Especialidades, divulgou um  posicionamento sobre a importância da vacinação da população contra a Covid-19
A associação orienta à população a seguir as regras definidas pelas autoridades sanitárias nas próximas semanas sobre a vacinação, assim como as medidas preventivas contra a disseminação do novo coronavírus. “Elas (as vacinas) têm potencial de ser um divisor de águas no combate à pior crise sanitária mundial dos últimos cem anos”, destaca, em nota.
De acordo com a AMB, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai avaliar, nos próximos dias, os resultados das pesquisas relacionadas à eficácia e à segurança das vacinas de Oxford/AstraZeneca e Coronavac.
A associação ressalta que agência deve ser vista com credibilidade e confiança tanto pela comunidade científica quanto pela sociedade, uma vez que sempre demonstrou precisão na avaliação de medicamentos, vacinas, testes laboratoriais e dispositivos médicos. “Temos a certeza de que a Anvisa saberá avaliar com qualidade e celeridade a solicitação de autorização para uso emergencial e/ou o registro destas vacinas”.

URGÊNCIA

A Associação Médica Brasileira considera ser urgente o início da vacinação no Brasil. “Só assim evitaremos mais mortes causadas pela Covid-19. Desde 8 de dezembro de 2020, quando a primeira dose da vacina foi ministrada no mundo ocidental, já são 23 milhões de aplicações realizadas com segurança em mais de 50 países”, pondera.
A AMB informa, ainda, que a maioria das pessoas que já foram vacinadas no mundo não apresentou efeitos colaterais. Os que apresentaram tiveram sintomas leves. Até o momento não houve nenhuma morte relacionada à vacinação. “Uma vez autorizadas ou aprovadas pela Anvisa, as vacinas poderão e têm de ser oferecidas aos brasileiros com segurança e eficacia”, diz.
Após a vacinação, a associação explica que o organismo humano inicia a produção de anticorpos a fim de evitar o vírus ou também reduzir o risco de evolução da doença. “Por isso, há a necessidade urgente de termos vacinas disponíveis, e assim, mudarmos o atual cenário desolador e recorrente de mais de 1.000 mortes por dia pela Covid-19 no Brasil”, conclui.

FAKE NEWS

No documento, a AMB chama a atenção para a disseminação de fake news. Diante disso, considera importante conscientizar as pessoas sobre o papel das vacinas para controlar doenças, como é o caso da Covid-19.
Dentre as orientações contra a desinformação, a associação pede para as pessoas não compartilharem vídeos e mensagens desconhecidas e duvidosas sobre a eficácia e a segurança das vacinas. “Com as vacinas conseguimos erradicar doenças como a varíola, reduzimos mortes como as causadas pelo sarampo e pela meningite, além de sequelas graves como as da poliomielite. Do mesmo modo, conseguiremos controlar a maior pandemia dos últimos 100 anos, a Covid-19”, ressalta.

“6 REGRAS DE OURO”

Segundo a AMB, nenhuma medida isolada tem eficácia máxima. Por isso, também é necessário adotar as "6 regras de ouro", ou seja, as medidas que já foram comprovadas para atuar na prevenção do novo coronavírus, as quais são:
  • Uso de máscaras;
  • Distanciamento físico de pelo menos 1,5 metro;
  • Higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%;
  • Evitar aglomerações;
  • Permanecer em isolamento respiratório domiciliar, desde o 1º dia de sintomas suspeitos de COVID-19. Procurar atenção médica para o diagnóstico correto e seguir a orientação recebida e apropriada para cada caso em sua individualidade.Não se automedicar;
  • Manter os ambientes arejados e ventilados.

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