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Brasília

Bolsonaristas sobem em teto do Congresso, e PM reage com bombas

Manifestantes bolsonaristas com pedidos antidemocráticos entraram na Esplanada dos Ministérios na tarde deste domingo e invadiram uma área do Congresso Nacional

Publicado em 08 de Janeiro de 2023 às 15:47

Agência FolhaPress

Publicado em 

08 jan 2023 às 15:47
BRASÍLIA, DF - Manifestantes bolsonaristas com pedidos antidemocráticos entraram na Esplanada dos Ministérios na tarde deste domingo (8), invadiram áreas do Congresso, do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal), e entraram em confronto com a PM.
A Polícia Militar lançou bombas de efeito moral contra os integrantes do ato violento dos apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), com a repetição de atos de vandalismo em Brasília.
Após chegada de novas caravanas com manifestantes que apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro a Brasília, esquema de segurança é reforçado na Esplanada dos Ministérios Crédito: Lucas Neves/Agência Enquadrar/Folhapress
O confronto começou quando um grupo centenas de manifestantes, vindo do Quartel-General do Exército, chegou à Esplanada e se concentrou em frente ao Ministério da Justiça e uma parte invadiu a parte superior do Congresso e a área interna do Congresso e, em seguida, os manifestantes avançaram para a Praça dos Três Poderes, onde houve confronto, e se dirigiram ao Palácio do Planalto, onde entraram em uma parte do complexo e perduraram bandeira do Brasil em uma janela.
Em seguida, se dirigiram ao STF, onde alcançaram uma área de segurança. Em reação às bombas, manifestantes soltaram fogos de artifício.
O presidente Lula (PT) não está em Brasília neste final de semana. Viajou para São Paulo e visitava Araraquara, no interior paulista, para acompanhar vítimas das chuvas.
Em Brasília, em reação às bombas, manifestantes soltaram fogos de artifício. No confronto, atiraram grades de ferro e outros objetos contra os policiais, que tiveram carros quebrados.
O governo Lula prometia desmobilizar os acampamentos montados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília. 
Na última quarta-feira (4), o ministro da Justiça, Flávio Dino, havia afirmado que "até sexta-feira", 6 de janeiro, as mobilizações antidemocráticas seriam resolvidas.
"A condução que eu tenho com o [José] Múcio [ministro da Defesa] é de que estará resolvido até sexta", disse.
No entanto, o que se viu foi o oposto. Além de não ter conseguido expulsar os manifestantes, o governo teve que acionar a Força Nacional para reforçar a segurança da Esplanada dos Ministérios.

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