Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Bolsonaro diz que não vai cooptar senadores por impeachment de ministros do STF
Trégua

Bolsonaro diz que não vai cooptar senadores por impeachment de ministros do STF

Em entrevista, o presidente Jair Bolsonaro mantém tom crítico ao Judiciário e diz que alguns deles fazem "'barbaridades' juntamente com o TSE"

Publicado em 17 de Agosto de 2021 às 15:25

Agência FolhaPress

Publicado em 

17 ago 2021 às 15:25
Presidente Jair Bolsonaro
Apesar do aceno aos parlamentares, o presidente Jair Bolsonaro manteve o tom de crítica aos ministros do Supremo. Crédito: Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro fez nesta terça-feira (17) um gesto de trégua ao Senado em meio à crise entre os Poderes. Disse reconhecer a independência do Legislativo e que não vai cooptar senadores para apoiar o pedido de impeachment dos ministros do STF Luís Roberto Barroso e Alexandre de Morares, que pretende apresentar ao Senado nesta semana.
Como mostrou reportagem do jornal Folha de S.Paulo, ministros palacianos entraram em campo nesta segunda-feira (16) para tentar convencê-lo a recuar da ideia de apresentar a denúncia contra os ministros do STF.
​A tarefa de tentar apaziguar os ânimos coube principalmente ao chefe da Casa Civil e líder do centrão, Ciro Nogueira, mas também conta com o apoio de Flávia Arruda, ministra da Secretaria de Governo.
Ambos lideram a ala política do Palácio do Planalto e têm argumentado internamente que o gesto de levar ao Senado pedidos de afastamento contra os ministros, além de ser "inútil" do ponto de vista prático, tem potencial de piorar ainda mais a crise entre os Poderes.
Nesta terça, em entrevista à Rádio Capital Notícia Cuiabá, Bolsonaro repetiu a ideia de levar a denúncia contra os ministros do STF, sem recuar neste ponto, mas sinalizou uma trégua de que não vai pressionar a Casa para tentar encampar a ideia.
"Está com o senado agora. Independência. Não vou agora tentar cooptar senadores, de uma forma ou de outra, oferecendo alguma coisa pra eles, etc, para eles votarem o impeachment deles [ministros do STF]."
"Não vou fazer como o ministro Barroso fez, do TSE, que foi para dentro do Parlamento, reunir com lideranças partidárias e após a reunião, no dia seguinte, a maioria das lideranças resolveu trocar os integrantes da comissão por parlamentares que votaram contrário à PEC do voto impresso", continuou.
A PEC do voto impresso foi derrotada na comissão especial da Câmara e depois, numa manobra do presidente da Câmara e aliado de Bolsonaro, Arthur Lira (PP-AL), foi levada ao plenário. Lá, também foi derrotada -obteve 229 votos favoráveis, quando eram necessários 308 para sua aprovação.
Os ministros políticos do Planalto também têm defendido que a nova investida de Bolsonaro contra Barroso e Moraes, se confirmada, atrapalharia a governabilidade e ainda criaria novos obstáculos para as indicações de André Mendonça e Augusto Aras, que tramitam no Senado.
Os senadores deverão analisar o nome de Mendonça para uma vaga no STF e o de Aras para recondução na chefia da PGR (Procuradoria-Geral da República). Além disso, o governo ainda enfrenta a CPI da Covid no Senado, comissão onde um pedido de indiciamento do presidente já é dado como certo.
Apesar do aceno aos parlamentares, Bolsonaro manteve nesta terça-feira o tom de crítica aos ministros do Supremo. Disse que Alexandre de Moraes, do STF, estaria atuando fora da Constituição. Incluiu ainda no rol de alvos do Judiciário o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão.
Em decisão na segunda-feira (16), atendendo a um pedido da PF, Salomão determinou às empresas que administram redes sociais que suspendam os repasses de dinheiro a páginas bolsonaristas investigadas por disseminar fake news.
“Ele [Moraes] está fazendo barbaridade, agora juntamente com o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, o sr Salomão, que resolveu, numa canetada, desmonetizar certas páginas de pessoas que têm criticado a falta de mais transparência por ocasião do voto”, afirmou Bolsonaro.
A fala sobre "barbaridade" de Moraes diz respeito ao fato de o ministro ter incluído o presidente como investigado no inquérito de fake news. Na entrevista dessa manhã, Bolsonaro questionou se ele faria diligência, busca e apreensão na sua casa: "Vai chegar nesse ponto?".
Bolsonaro foi incluído no inquérito pelo ministro no último dia 4, por ataque às urnas eletrônicas. A decisão ocorreu após o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, ter enviado notícia-crime ao STF contra o mandatário por conta de mentiras ditas pelo presidente sobre o sistema de votação eletrônico em live.
O presidente disse na entrevista desta manhã, que durou mais de 40 minutos, que tem de agir "dentro das quatro linhas [da Constituição], apesar de alguns, como o senhor Alexandre de Morares, como o senhor Salomão do TSE, estão fora das quatro linhas".
Bolsonaro voltou a falar em ruptura, disse que ninguém quer isso. Uma ruptura, afirmou, traria problemas internos e externos, como barreiras comerciais, criando "caos" no país.
Mas concluiu: "Agora, onde é o limite disso? Eu sou leal ao povo brasileiro. O povo que tem que nos dar o norte do que devemos fazer", disse, citando as manifestações de apoiadores marcadas para o dia 7 de setembro.
Questionado pelo apresentador do programa de rádio a respeito do fundo público eleitoral para financiamento das campanhas, o presidente indicou que deve vetar integralmente a proposta, se não for possível vetá-la parcialmente para chegar num valor menor.
"Eu acredito que, desses R$ 5,7 bilhões [soma dos fundos eleitoral e partidário], meros R$ 3 bilhões deverão ser sancionados. Agora, vamos supor que não seja possível, porque está num artigo só. Então vete tudo. Essa foi a decisão", disse o presidente.
Técnicos da Câmara acreditam não ser possível veto parcial da medida, cabendo ao presidente apenas sancioná-la ou vetá-la.
Após a decisão de Bolsonaro, o Planalto reenviará o veto para o Congresso, onde pode ser derrubado. Se os parlamentares optarem por manter o veto, um valor menor poderá ser ajustado na peça orçamentária de 2022, que deve ser enviada pelo governo ao Parlamento em agosto.
O Fundo Eleitoral consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso em 15 de julho. O valor é superior aos R$ 2 bilhões disponibilizados para as campanhas no ano passado.
Na entrevista desta manhã, o presidente chamou a quantia aprovada pelo Congresso de “acinte”. Ainda em julho, ele já havia sinalizado apoio à mudança, se ficasse no patamar de R$ 4 bilhões.
O presidente tem sido muito cobrado por seus apoiadores para vetar integralmente a medida. O gesto, contudo, deve desagradar parlamentares, que contam com volume maior de recursos para a campanha do ano que vem.
O texto foi costurado por lideranças do Centrão, incluindo o presidente da Câmara e aliado de Bolsonaro, Arthur Lira (PP-AL). Esses deputados compõe a base de apoio do governo na Câmara.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vista de Itarana
Polícia Militar, Itarana e Vitória: 28 mil vagas em concursos e seleções
SML de Linhares, no Norte do ES
Professor morre após acidente entre duas motocicletas em São Mateus
Perspectiva do Porto da Imetame em Aracruz
Portos brasileiros ampliam capacidade para exportar petróleo do pré-sal

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados