Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Bolsonaro volta a dizer que negro é pesado em arrobas e ironiza sua condenação
Racismo

Bolsonaro volta a dizer que negro é pesado em arrobas e ironiza sua condenação

Antes de assumir a Presidência, Bolsonaro foi denunciado e condenado por ter afirmado que visitou uma comunidade quilombola e que "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas"

Publicado em 12 de Maio de 2022 às 17:19

Agência FolhaPress

Publicado em 

12 mai 2022 às 17:19
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a usar uma expressão considerada racista ao se referir a um apoiador negro nesta quinta-feira (12). Ele disse que negros são pesados em arrobas.
Em conversa com simpatizantes publicada nas redes sociais, ele lembrou que "já foi processado por isso" e mais uma vez utilizou termo - que o levou a ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de racismo.
"Conseguiram te levantar, pô? Tu pesa o quê, mais de sete arrobas, não é?", disse o presidente a um apoiador que aparece brevemente na gravação no Palácio da Alvorada mas não é identificado.
Antes de assumir a Presidência, Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria e condenado pela Justiça de primeira instância por ter afirmado que visitou uma comunidade quilombola e que "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas" e que "nem para procriador ele serve mais".
A acusação da PGR foi rejeitada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018.
Por 3 votos a 2, os ministros criticaram a conduta de Bolsonaro, mas entenderam que ele estava coberto pela imunidade parlamentar (na época era deputado federal) e não seria correto abrir uma ação penal contra o então parlamentar por esse episódio.
Antes da decisão do Supremo, porém, a Justiça Federal do Rio de Janeiro já havia condenado o atual presidente a pagar R$ 50 mil à comunidade negra por danos morais pelas mesmas declarações, que foram feitas no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em 2017.
Nesse processo, a juíza federal Frana Mendes afirmou que é "descabida" a utilização da imunidade parlamentar para "encobrir manifestações ofensivas, discriminatórias a alguém ou a algum grupo, sem nenhuma finalidade relacionada à função do parlamentar".
A então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, fez o mesmo raciocínio da magistrada na denúncia apresentada ao Supremo.
Ela afirmou que o deputado se referiu aos quilombolas "como se fossem animais", ao utilizar a palavra "arroba". "Esta manifestação, inaceitável, alinha-se ao regime da escravidão, em que negros eram tratados como mera mercadoria", afirmou.
No vídeo publicado nesta quinta, no entanto, o presidente ri e ironiza o fato de ter sido alvo da Justiça por ter usado a expressão de cunho discriminatório. "Sabia que já fui processada por isso? Chamei um cara de 8 arrobas", contou a apoiadores.
Esta não é a primeira vez que Bolsonaro se refere ao peso de pessoas negras em arrobas já como presidente. Em 2020, usou a expressão para se referir ao deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), também conhecido como Hélio Negão, um de seus principais aliados.
No mesmo ano, em evento do Aliança pelo Brasil, partido que tentou criar, o presidente também adotou o termo para responder a um apoiador negro.

O QUE A LEI DIZ

  • Racismo
A lei nº 7.716, de 1989, que dispõe sobre os crimes de discriminação, considera racismo o ato amplo de preconceito, que atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos.
A maioria das situações descritas na lei envolve condutas como impedir alguém de frequentar um estabelecimento ou negar emprego por causa da cor da pele. As punições variam conforme o ato, mas vão de um a cinco anos de reclusão
  • Injúria racial
Previsto no Código Penal, o crime consiste em "injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro" (pena de multa e detenção de um a seis meses).
Quando a ofensa faz referências a raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou com deficiência, a pena é aumentada (o tempo máximo de reclusão passa para três anos)

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vista de Itarana
Polícia Militar, Itarana e Vitória: 28 mil vagas em concursos e seleções
SML de Linhares, no Norte do ES
Professor morre após acidente entre duas motocicletas em São Mateus
Perspectiva do Porto da Imetame em Aracruz
Portos brasileiros ampliam capacidade para exportar petróleo do pré-sal

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados