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Será extraditada

Controladora de voo da tragédia da Chapecoense é presa no Mato Grosso do Sul

Considerada foragida pela justiça boliviana desde 2016, ano em que aconteceu o acidente, Celia Castedo Monasterio vivia em Corumbá e será extraditada por determinação de Gilmar Mendes, ministro do STF

Publicado em 24 de Setembro de 2021 às 10:46

Agência Estado

Publicado em 

24 set 2021 às 10:46
Acidente com avião que transportava a equipe da Chapecoense
Acidente com avião que transportava a equipe da Chapecoense Crédito: LUIS BENAVIDES / AP / AE
Investigada por envolvimento na tragédia com o avião que transportava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, a comissária boliviana Celia Castedo Monasterio foi presa pela Polícia Federal, nesta quinta-feira, no Mato Grosso do Sul. Ela era a responsável por autorizar os planos de voo das aeronaves que saíam do aeroporto de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
Considerada foragida pela justiça boliviana desde 2016, ano em que aconteceu o acidente, Celia vivia em Corumbá e será extraditada por determinação de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Ela é acusada de atentado contra a segurança do espaço aéreo e vivia em condição de refugiada no Mato Grosso do Sul, alegando perseguição em seu país natal.
O voo que transportava a delegação da Chapecoense, além de dirigentes e jornalistas que iam cobrir o evento, caiu próximo ao aeroporto de Medellín, em Rionegro, em 29 de novembro de 2016. 71 pessoas morreram e apenas seis sobreviveram. A equipe catarinense disputaria a final da Copa Sul-Americana, com o Atlético Nacional, sua melhor campanha no futebol na história.
Operado pela LaMia, o voo deixou Santa Cruz de la Sierra com níveis de combustível abaixo dos recomendados para qualquer viagem área, que devem prever imprevistos que gerem maior consumo. As investigações sobre os motivos e os culpados da queda demoraram meses, mas desde o início já se suspeitava fortemente de falta de combustível.
A defesa de Celia Monasterio promete tomar medidas para que a sua cliente siga protegida e mantenha sua residência no Brasil. Ela ainda aguarda, em Corumbá, os trâmites da Polícia Federal para ser transportada de volta à Bolívia.
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