Passadas quatro horas do incêndio que paralisou a COP30 e que levou risco às pessoas presentes na "blue zone", a entidade e a empresa responsáveis por erguerem a estrutura da área central da conferência mantêm o silêncio sobre o incidente e sobre o que se sucedeu nos momentos seguintes ao fogo.
O governo Lula (PT) contratou, com dispensa de licitação, a OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos) para erguer as estruturas do evento da ONU. O contrato tem valor de R$ 480 milhões e já foram gastos R$ 324,6 milhões.
A OEI, por sua vez, contratou a empresa DMDL, por R$ 182,6 milhões, para a construção da "blue zone" - uma ampla estrutura de metal, lona e estandes- no Parque da Cidade. A DMDL já recebeu R$ 112,9 milhões pelos serviços.
A Folha questionou a entidade e a empresa sobre o incêndio, sobre a resposta dada para evacuação (como o funcionamento do sistema de alarme e das saídas de emergência) e sobre problemas elétricos como eventual causa do que ocorreu.
Nem a OEI nem a DMDL responderam aos questionamentos.
A primeira enviou uma resposta da organização da COP30, a cargo do governo federal, em que afirma que o incêndio foi controlado e que não houve feridos, com prosseguimento do monitoramento da situação. A empresa, por sua vez, disse que o governo federal deveria ser procurado.