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Morte em aeroporto

Empresário ameaçado pelo PCC recebeu R$ 1 milhão em joias em viagem antes de ser morto

Antes de ser executado a tiros no Aeroporto de Guarulhos, o empresário Antônio Gritzbach, 38, recebeu joias no valor de R$ 1 milhão durante a viagem que fez ao Nordeste

Publicado em 10 de Novembro de 2024 às 16:24

Agência FolhaPress

Publicado em 

10 nov 2024 às 16:24
Antes de ser executado a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o empresário Antônio Gritzbach, 38, recebeu joias no valor de R$ 1 milhão durante a viagem que fez ao Nordeste. O valor, segundo a polícia, era parte de um pagamento de dívida.
Quem entregou as joias a ele agora é tratado pelos investigadores do caso como suspeito.
Antônio Vinícius Lopes Gritzbach
Antônio Vinícius Lopes Gritzbach Crédito: Divulgação/Polícia Civil
O empresário viajava com a namorada e era acompanhado pelo motorista. A mulher apresentou à polícia a mala com as joias e seus respectivos comprovantes de origem, e o material foi apreendido.
Ainda segundo a polícia, Gritzbach não tinha valores ou bens significativos. Ele era jurado de morte pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) após uma série de problemas com a facção criminosa.
Um deles envolvia US$ 100 milhões (cerca de 573,8 milhões em valores atuais) repassados por dois homens ligados ao PCC. O dinheiro sumiu, e Gritzbach foi acusado de ter mandado matar a dupla.
Já no ano passado, ele havia sido denunciado por lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, sob a acusação de usar recursos do PCC para comprar imóveis na Riviera de São Lourenço, condomínio em Bertioga, no litoral paulista.
A linha principal de investigação é que o empresário tenha sido alvo da facção criminosa. Agentes do DHPP (divisão de homicídios da Polícia Civil) considera que o grupo criminoso tinha treinamento especial e contava com informações privilegiadas.
A escolha do local para o ataque surpreendeu por se tratar de um ponto de concentração de forças de segurança, como policiais civis, federais, militares e guardas municipais, além de monitoramento por diversas câmeras, nos trechos de acesso e no terminal.
Por isso, os policiais afirmam ter absoluta certeza de que os criminosos tinham informações privilegiadas de como seria a situação de Gritzbach no terminal 2. Só não sabem quem repassou as informações. O ataque não foi, assim, uma situação acidental ou de oportunidade, muito menos operada por amadores.

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