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Fugia para Bolívia

Família do traficante carioca Peixão é detida tentando sair do país com joias

A mulher, três filhos e um sobrinho de Peixão foram abordados na BR-262, após acionamento da Polícia Civil pedindo que verificassem dois carros que seguiam com destino a Corumbá

Publicado em 09 de Dezembro de 2025 às 13:26

Agência FolhaPress

Publicado em 

09 dez 2025 às 13:26
Joias apreendidas pela PRF. Sobrinho do traficante afirmou ser dono dos objetos
Joias apreendidas pela PRF. Sobrinho do traficante afirmou ser dono dos objetos Crédito: Divulgação/PRF
A família do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, 38, conhecido como Peixão, chefe do Complexo de Israel, no Rio de Janeiro, foi detida ao tentar sair do país com joias na manhã desta terça-feira (9), em Campo Grande (MS). De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a mulher, três filhos e um sobrinho de Peixão foram abordados na BR-262, após acionamento da Polícia Civil do Rio de Janeiro pedindo que verificassem dois carros que seguiam com destino a Corumbá, na fronteira com a Bolívia.
Peixão é um dos mais criminosos procurados do Rio de Janeiro e líder do TCP (Terceiro Comando Puro) e dos autointitulados traficantes evangélicos. Segundo a PRF, o setor de Inteligência recebeu informações de que o traficante poderia estar no comboio, mas ele não foi encontrado. No veículo a polícia localizou uma mala com relógios e joias, sendo algumas personalizadas. Entre elas está um colar de ouro maciço com a inscrição Mano Arão, outro apelido de Peixão.
De acordo com a polícia, Mo traficante chama sua quadrilha de Tropa de Arão, em alusão ao irmão de Moisés, profeta bíblico. Ainda na Bíblia, Arão foi o responsável pela construção de um bezerro de ouro para adoração e fez festas, sendo descrito como um profeta que cometia erros, mas tinha o coração voltado para Deus. Os familiares foram levados para a Polícia Federal do Mato Grosso do Sul, prestaram depoimento e foram liberados. Eles vão responder por lavagem de dinheiro, ocultação de bens e organização criminosa já que não demonstraram a origem das joias. O sobrinho de Peixão afirmou que os objetos seriam dele. A reportagem não localizou a defesa da família até a publicação deste texto.

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