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Desinformação

Haddad desmente imposto sobre pets e de pré-natal

Em vídeo que circula nas redes sociais, Haddad defendia a criação de um "imposto sobre cachorrinhos de estimação" e um "imposto pré-natal", que obrigaria gestantes a pagar tributos para hospitais

Publicado em 10 de Janeiro de 2025 às 08:26

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 jan 2025 às 08:26
Desinformação tem repercutido nas redes. Haddad negou na noite de 09/01
Desinformação tem repercutido nas redes. Haddad negou na noite de 09/01 Crédito: Reprodução/Redes Sociais
No dia 9 de janeiro, um vídeo deepfake com a imagem manipulada do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, começou a circular nas redes sociais. No conteúdo, produzido com o uso de inteligência artificial, Haddad supostamente defendia a criação de um "imposto sobre cachorrinhos de estimação" e um "imposto pré-natal", que obrigaria gestantes a pagar tributos para hospitais. A peça forjada foi compartilhada pelo ex-ministro e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e gerou ampla repercussão.
A Gazeta teve acesso ao vídeo, que traz a frase: "A ordem é taxar tudo", reforçando as falsas alegações. Na rede social X (antigo Twitter), diversos usuários relacionaram o cadastramento de pets pelo governo a uma suposta tentativa de controle estatal que poderia resultar na cobrança de impostos futuros. Fernando Haddad desmentiu essas informações em suas redes sociais, negando qualquer intenção de criar tais tributos.
É importante destacar que o pré-natal é um direito assegurado pela Lei 9.263/1996. A legislação determina que as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) devem oferecer atenção integral e gratuita à saúde da gestante em toda a sua rede de serviços, reforçando a gratuidade desse atendimento.

Ação da AGU contra o vídeo

A Advocacia-Geral da União (AGU) reagiu prontamente, enviando na última quinta-feira uma notificação extrajudicial ao Facebook, exigindo a remoção do vídeo em até 24 horas. "A postagem, manipulada por meio de inteligência artificial, contém informações fraudulentas e atribui ao ministro declarações inexistentes sobre a criação de impostos", diz o documento.
A notificação destaca que "a análise do material evidencia a falsidade das informações por meio de cortes bruscos, alterações perceptíveis na movimentação labial e discrepâncias no timbre de voz, típicas de conteúdos forjados com o uso de inteligência artificial generativa". Caso o vídeo não seja removido, a AGU pede que seja incluída uma tarja informando que o conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Ainda não há confirmação sobre notificações a outras plataformas onde o vídeo também foi compartilhado, como o X.
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