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Bolsonaro condenado

Lula fala em orgulho do STF e pede diálogo com Trump em artigo no NYT

Segundo o presidente, o governo americano usa as tarifas e a Lei Magnitsky para buscar impunidade para o ex-presidente "que orquestrou uma tentativa fracassada de golpe em 8 de janeiro de 2023
Agência FolhaPress

Publicado em 

14 set 2025 às 19:22

Publicado em 14 de Setembro de 2025 às 22:22

BRASÍLIA - O presidente Lula (PT) afirmou, em artigo ao jornal The New York Times publicado neste domingo (14), que deseja manter um diálogo "aberto e franco" com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que está orgulhoso do STF (Supremo Tribunal Federal) pela decisão que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e que "são infundadas" as acusações contra o Brasil.
"Presidente Trump, permanecemos abertos a negociar tudo que possa trazer benefícios mútuos. Mas a democracia e soberania do Brasil não estão na mesa de discussão", afirmou Lula, no artigo escrito em inglês.
O artigo, segundo Lula, é uma resposta do Brasil às tarifas extras de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. A publicação, porém, ocorre justamente logo após o STF condenar Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão pela trama golpista. O governo americano ameaça novas sanções ao Brasil por causa do julgamento, com a alegação de que houve perseguição política.
O presidente diz que examinou com atenção o argumento comercial e que é não "apenas equivocado, mas também ilógico", já que há superávit na balança comercial em prol dos americanos. "A falta de racionalidade econômica por trás dessas medidas deixa claro que a motivação da Casa Branca é política", escreve Lula.
Segundo o presidente, o governo americano usa as tarifas e a Lei Magnitsky para buscar impunidade para o ex-presidente "que orquestrou uma tentativa fracassada de golpe em 8 de janeiro de 2023, numa tentativa de subverter a vontade popular expressa nas urnas".
Brasília (DF) 13/09/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Dia E
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escreveu artigo em resposta às tarifas extras de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ele também cita planos para assassiná-lo, ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi relator dos processos contra Bolsonaro pela trama golpista.
"Tenho orgulho do Supremo Tribunal Federal do Brasil por sua decisão histórica na última quinta-feira, que protege nossas instituições e o Estado democrático de direito. Isso não foi uma "caça às bruxas". O julgamento resultou de um processo conduzido de acordo com a Constituição de 1988, promulgada após duas décadas de luta contra uma ditadura militar", afirma o presidente brasileiro.
O presidente ainda rebate no artigo outras acusações do governo Trump para aplicar sanções comerciais ao Brasil, como a de que a regulação das redes sociais visa censurar a liberdade de expressão no país.
Lula diz que esse argumento é "desonesto" e que a atuação brasileira busca "a proteção de nossas famílias contra fraudes, desinformação e discurso de ódio". "A internet não pode ser uma terra sem lei, onde pedófilos e agressores têm liberdade para atacar nossas crianças e adolescentes", afirma.
No artigo, ele também defende o Pix, por permitir a inclusão financeira de milhões de cidadãos e empresas. O meio de pagamento faz parte de uma investigação comercial aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil, em apuração no USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA).
Para Lula, são "infundadas" as alegações de suposta falha na aplicação das leis ambientais. Ele afirma no artigo que o Brasil reduziu a taxa de desmatamento na Amazônia à metade nos dois anos do seu governo -mas que a redução das emissões de gases de efeito estufa depende também de que outros países façam a sua parte.
O petista declara ainda que quando os Estados Unidos "viram as costas a uma relação de mais de 200 anos", como a mantida com o Brasil, "todos perdem", e afirmou que duas grandes nações devem ser capazes de se respeitar e de cooperar, "pelo bem dos brasileiros e dos americanos".
No artigo, Lula diz concordar com a ideia de levar empregos de volta aos Estados Unidos e promover a reindustrialização. Ambas, afirma, são motivações legítimas, e ver a Casa Branca " finalmente reconhecer os limites do chamado Consenso de Washington" confirma a posição brasileira, acrescenta.
O Consenso de Washington é um conjunto de políticas econômicas defendidas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pelo Banco Mundial nos anos 1990 para países em desenvolvimento, que envolvia privatizações, corte de gastos públicos, desregulação da economia e liberação do comércio internacional. O objetivo era combater o endividamento desses países e sucessivas crises econômicas.
"Quando, no passado, os Estados Unidos levantaram a bandeira do neoliberalismo, o Brasil alertou para seus efeitos nocivos", diz o brasileiro no artigo.
Apesar dessa defesa, Lula critica o uso de ações unilaterais e chama de "remédio errado" as tarifas impostas por Trump e defende o multilateralismo.
Lula ainda defende que os Estados Unidos tiveram ganho na balança comercial com o Brasil de 410 bilhões de dólares em 15 anos e que 75% das importações feitas pelos brasileiros de produtos e serviços americanos são isentas de tarifas, como petróleo, gás natural e aeronaves.
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