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Imunização

Ministério da Saúde muda orientação e pede que Estados não reservem 2ª dose

A mudança afeta mais a CoronaVac, cuja aplicação complementar deve ser realizada em até quatro semanas para completar o esquema vacinal

Publicado em 20 de Março de 2021 às 19:54

Agência Estado

Publicado em 

20 mar 2021 às 19:54
GERAL - BRASILIA, COVID-19, VACINAÇÃO DRIVE-THRU CORONAVAC -Profissional de saúde nesta quinta-feira, 18 de março, prepara uma dose da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, antes de aplicar em idoso em um drive-thru. 18/03/2021
Profissional de saúde nesta quinta-feira, 18 de março, prepara uma dose da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, antes de aplicar em idoso em um drive-thru Crédito: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Criticado pela demora no ritmo de vacinação contra a Covid-19 no País, o governo emitiu nova diretriz para priorizar a aplicação das primeiras doses à população, sem guardar a segunda dose necessária para complementar a imunização. Até agora, a orientação era reservar metade das vacinas para aplicação das segundas doses dentro do período recomendado.
A nova orientação foi feita em um informe técnico do Ministério da Saúde no qual a pasta anunciou a distribuição de mais 3,99 milhões de vacinas da Sinovac/Instituto Butantan e mais 1 milhão da AstraZeneca/Fiocruz entre os 26 Estados e o Distrito Federal. Todas essas vacinas serão aplicadas como primeiras doses.
Essa mudança diz respeito à Coronavac, cuja segunda dose deve ser aplicada em até quatro semanas para completar o esquema vacinal. As vacinas da Oxford/Astrazeneca, por sua vez, já vinham sendo aplicadas sem reserva, devido ao intervalo de até quatro meses entre a primeira e a segunda doses.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, havia dito a prefeitos, em 19 de fevereiro, que não seria mais necessário guardar as segundas doses da vacina da Coronavac, pois o fluxo de entrega de novos lotes permitiria repor estoques a tempo de completar a imunização. Cinco dias depois, no entanto, o Ministério da Saúde recuou caso as novas vacinas não chegassem a tempo da aplicação da segunda dose.
Na nova orientação, o Ministério da Saúde ressalva que serão feitas reuniões semanais com os conselhos de saúde e representantes de secretarias estaduais e municipais para avaliar os prazos de cumprimento das entregas dos imunizantes, de forma a evitar falta de segundas doses de vacinas. A continuidade da priorização da aplicação das primeiras doses depende do ritmo de produção e entrega das vacinas esperadas pelo ministério.
No mesmo informe, o Ministério da Saúde citou também uma estimativa de recebimento de uma nova carga de 1 milhão de vacinas neste domingo (21), e outra de 1,9 milhão de doses até o fim do mês de março. Essas vacinas, da AstraZeneca, foram produzidas na Coreia do Sul, dentro do Consórcio Covax Facility
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, a Fiocruz terá condições de entregar 100 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca no primeiro semestre e de produzir 110 milhões de doses no segundo semestre. "Estaremos produzindo o IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) no Brasil sem dependermos de importação, como ocorre hoje, em que trazemos o insumo da China", disse.
Segundo Franco, o governo já adquiriu 560 milhões de doses de vacinas de diferentes laboratórios, ao custo de R$ 24,5 bilhões. Além disso, a pasta vai disponibilizar 400 milhões de seringas e agulhas para a vacinação.

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