Uma jovem, identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu na manhã deste sábado (13) durante atividade de "rope jump" (salto com corda) na Ponte do Esqueleto, na divisa de Limeira com Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Informações preliminares apontam que os instrutores não teriam feito a correta fixação de equipamento de segurança na vítima, que sofreu politraumatismo, segundo a Polícia Militar.
Imagens do momento compartilhadas em redes sociais indicam que Maria teria sido arremessada sem estar presa a qualquer tipo de corda. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado por volta das 9h55, constatando o óbito no local. Testemunhas teriam prestado os primeiros socorros à vítima, ainda de acordo com a polícia.
A Ponte do Esqueleto é um conhecido ponto de saltos na região, com registro de ao menos outras duas pessoas feridas no ano passado --por terem se chocado contra o chão, segundo a imprensa local. Em 2024, chegou a ter o acesso bloqueado a pedido da União após a morte de uma ciclista, porém as atividades foram posteriormente retomadas.
Em sessão na Câmara Municipal de Limeira à época, um empresário do setor turístico afirmou que o espaço é visitado por cerca de 500 pessoas mensalmente. Diferentes empresas atuam no local.
O "rope jump" consiste no salto de grandes alturas preso em cordas. É também chamado de "pêndulo humano", pelo efeito de balanço após o salto. A modalidade difere do "bungee jump", em que a corda elástica provoca rebotes.
A ponte fica em área rural privada, nas proximidades da rodovia dos Bandeirantes. Foi construída há décadas, para uma ferrovia não implantada.
Três pessoas foram presas em flagrante por homicídio com dolo eventual —quando não há intenção direta de matar, mas se assume o risco de provocar a morte. Seis pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos, mas três foram liberadas, segundo informações da PM.