Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Brasil
  • Pai: 'Se a Vale tivesse acionado a sirene, minha filha estaria viva'
Tristeza em MG

Pai: 'Se a Vale tivesse acionado a sirene, minha filha estaria viva'

"Sexta-feira passada (25) foi um dia normal, como qualquer outro. Nem podia imaginar que aquela seria a última vez que eu veria minha Laís Gabrielle"

Publicado em 31 de Janeiro de 2019 às 21:30

Publicado em 

31 jan 2019 às 21:30
Região atingida pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho/MG. Crédito: Divulgação/Presidência
"Sexta-feira passada (25) foi um dia normal, como qualquer outro. Saí de casa as 9h, me despedi da minha mulher e deixei minhas duas filhas dormindo. Nem podia imaginar que aquela seria a última vez que eu veria minha Laís Gabrielle".
O depoimento emocionado é de Antonio Soares Pereira, 46, marido de Alessandra Paulista, 43, e pai de Thalita de Souza, 15, resgatadas do mar de lama em Brumadinho. A outra filha do casal, Laís Gabrielle de Souza, de 14 anos, está desaparecida.
"Por volta de 13h daquele dia, um vizinho do Córrego do Feijão me ligou e disse que a barragem da Vale tinha estourado, mas não entendi a dimensão do problema. Corri para minha casa, que fica dentro da área da pousada Nova Estância Inn e, no caminho, fiquei sabendo que o resgate da Alessandra e da Thalita estava passando na TV. Mas, quando cheguei ao local onde ficava minha casa, me deparei com o mar de lama. Neste momento entendi o quanto seria difícil encontrar a Laís Gabrielle com vida", disse.
O encontro entre Antonio, Alessandra e Thalita aconteceu naquele mesmo dia, no Hospital de pronto Socorro João XXIII, para onde foram levados parte dos sobreviventes da tragédia.
"Era só dor. Por ver minha família desesperada, machucada e por não ter notícias da Laís. Alessandra contou que elas estavam em casa quando escutaram um estrondo e a onda de lama carregando tudo. Ela só pensava em sobreviver e gritava pelos nomes da Thalita e Laís. Pouco tempo depois, dois vizinhos, que foram nossos anjos da guarda, Jeferson e Michel, encontraram a Alessandra e a Thalita, e ficaram com elas até o momento do resgate pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros", contou.
Para ele, a Vale sabia do risco do estouro da barragem, pois fez um levantamento patrimonial em toda a área da Pousada e treinou a comunidade local para um possível acidente. "Se a Vale tivesse acionado as sirenes de segurança, minha caçula estaria viva e todos na Pousada Nova Estância Inn teriam se salvado", completou.
Nesta quinta-feira (31), a empresa admitiu que as sirenes não funcionaram. Elas teriam sido engolidas pela lama antes de emitir qualquer som.
Alessandra e Thalita foram transferidas, na última quarta-feira (30), do Hospital de pronto Socorro João XXIII, no centro de Belo Horizonte, para o da rede privada, Mater Dei Betim, na Região metropolitana, inaugurado há cerca de 15 dias.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Aeronave particular modelo Beech B200 Super King Air faz pouso de emergência no Aeroporto de Vitória
Avião faz pouso de barriga em Vitória após falha no trem de pouso
Motorista capota carreta e fica ferido em Gironda
Carreta capota e atinge telhado de empresa em Cachoeiro
Imagem BBC Brasil
O que fez a Arábia Saudita parar de gastar centenas de bilhões de dólares com ideias futuristas extravagantes

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados