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Desastre Ambiental

Perguntas e respostas sobre rompimento da barragem em Brumadinho

Veja questões sobre o impacto da tragédia e punições

Publicado em 31 de Janeiro de 2019 às 23:40

Publicado em 

31 jan 2019 às 23:40
Bombeiro em resgate na lama, em Brumadinho Crédito: WILTON JUNIOR
O rompimento da barragem da Mina do feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, completa uma semana hoje, com 110 mortes confirmadas e 238 desaparecidos. A represa de rejeitos de minério da Vale estourou atingindo a área administrativa da empresa e um vilarejo.
Para entender o que houve e como está a situação pós-desastre, o jornal “Estadão” elencou algumas perguntas e respostas que resumem o que se sabe dos impactos e as punições que estão sendo aplicadas a empresa – prisões e multas.
Além das ações e movimentações para evitar novas tragédias, uma vez que essa é a segunda barragem de rejeitos que estoura num período de pouco mais de três anos – em 2015, uma outra represa de lama rompeu em Mariana, também em Minas Gerais.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a tragédia. (Agência Estado)
PERGUNTAS
Quais são os impactos do rompimento da barragem até o momento?
A barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho tinha cerca de 13 milhões de m3 de rejeitos, que foram despejados sobre a região do Córrego do Feijão, atingindo a área administrativa da empresa, a comunidade da Vila Ferteco e a pousada Nova Estância. A onda de rejeitos chegou até o Rio Paraopeba, a cerca de 8 km da barragem, e começou a se mover em direção ao Rio São Francisco.
Quais medidas estão sendo tomadas para atender as vítimas?
Familiares dos desaparecidos se queixam de abandono por parte da empresa e da falta de informação sobre seus parentes. A Vale anunciou uma doação de R$ 100 mil para cada família de vítima e disse que profissionais de saúde do Hospital Albert Einstein foram chamados para ajudar as vítimas.
Já foram aplicadas punições à Vale?
A empresa teve R$ 16 bilhões bloqueados pela Justiça e também recebeu uma multa de R$ 250 milhões do Ibama.
Alguém foi preso?
Cinco pessoas foram presos na última terça-feira: dois engenheiros da empresa alemã TÜV SÜD, que atestou a estabilidade da barragem, e três funcionários da Vale que estariam envolvidos diretamente no licenciamento da barragem. A Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias por suspeita de homicídio qualificado, crime ambiental e falsidade ideológica.
As causas já foram identificadas?
A investigação ainda está sendo feita. A perícia só poderá ir ao local do acidente após o término das buscas pelos bombeiros.
Como é feita a fiscalização dessas barragens?
As inspeções de segurança são feitas pela própria empresa ou por empresas contratadas por ela, como foi o caso da Vale com a TÜV SÜD. A fiscalização cabe à Agência Nacional de Mineração, que tem apenas 35 fiscais capacitados para atuar nas 790 barragens de rejeitos de minérios, semelhantes às do Córrego do Feijão, em Brumadinho, e à do Fundão, em Mariana, que rompeu em 2015.
Quais medidas foram tomadas pelo governo e pela Vale para evitar novos acidentes?
O governo anunciou que órgãos federais fiscalizarão 3.386 barragens que se encontram em alto risco ou têm possibilidade de dano em todo o país. Dessas, 205 são de resíduos de mineração e terão prioridade. A Vale anunciou que vai encerrar as atividades em todas as suas barragens à montante (com degraus com o próprio material de rejeito), em um prazo de três anos. Isso deve reduzir a produção da companhia em 10%.

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