Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • PGR denuncia Léo Índio por tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro
Primo dos filhos de Bolsonaro

PGR denuncia Léo Índio por tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro

O MPF imputa a Leo índio supostos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado

Publicado em 22 de Janeiro de 2025 às 12:03

Agência Estado

Publicado em 

22 jan 2025 às 12:03
Leo Índio, sobrinho de Bolsonaro, participa de ataque golpistas em Brasília
Leo Índio participa de ataque golpistas em Brasília Crédito: Reprodução Instagram
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Léo Índio, primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao Supremo Tribunal Federal, por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. O Ministério Público Federal imputa a Leo índio supostos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A denúncia foi assinada no último dia 15 pelo procurador-geral da República Paulo Gonet, que viu participação ativa de Léo Índio no "planejamento, incitação e execução" do 8 de Janeiro. Segundo o PGR, o primo dos Bolsonaro manteve contato frequente com outros acusados de golpe de Estado, "incitou publicamente, de forma reiterada", a prática de atos antidemocráticos e participou dos atos violentos na Praça dos Três Poderes.
"Há prova suficiente de que o denunciado, aderindo subjetivamente as ações delitivas praticadas por terceiros, em circunstâncias nas quais tinha conhecimento da finalidade dos atos praticados, participou como incitador e executor dos atos antidemocráticos, compareceu aos atos de insurgência ocorridos no Congresso Nacional e concorreu dolosamente para a prática das condutas criminosas pelo grupo expressivo de executores dos atos de 8.1.2023", escreveu o PGR na peça.
Na sexta-feira, 17, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, instou a defesa de Léo Índio a se manifestar sobre a acusação. A reportagem busca contato com os advogados. O espaço está aberto para manifestações.
Gonet citou as publicações feitas por Léo índio nas redes sociais - não só as feitas durante o 8 de Janeiro de 2023, as quais mostram o primo dos Bolsonaro em cima do Congresso Nacional e próximo ao Supremo Tribunal Federal. Um dos posts destacados pelo PGR foi feito por Léo Índio em novembro de 2022. Na ocasião, ele publicou: "Quer intimidar quem com esse papo furado, vire homem. As FFAA já falaram que os atos não são antidemocráticos. Piadista? O GAME OVER está próximo. Aproveite seus ultimas momentos de fama".
No WhatsApp, ainda em novembro, o primo dos Bolsonaro escreveu, após receber a informação sobre a possível localizarão de ministros do STF: "uma bomba cairia hem" ou "um raio dos céus". Às vésperas do 8 de Janeiro, no dia 4, ele questionou um outro contato se "irão invadir o congresso " e "se não for fazer nada qual sentido?" - o que foi considerado pela Procuradoria uma demonstração da predisposição de Léo índio em incitar atos de insurgência.
O chefe do MPF também destacou como Léo índio esteve envolvido em outras atividades de cunho antidemocrático - manifestações em acampamentos montados em frente a quartéis do Exército após a derrota do ex-presidente nas urnas. Segundo a denúncia, Léo índio acampou, até o dia 9 de janeiro de 2023, em frente ao Quartel General do Exército em Brasília, "incitando, publicamente, a animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais".
A denúncia narra ainda que Léo Índio participava de grupos de WhatsApp com "temática antidemocrática", compartilhando mensagens com "conteúdos inverídicos e golpistas". Gonet citou os grupos 'Vamos lutar pelo Brasil', 'Pátria Amada' e 'Brasil é Bolsonaro 2022', nos quais foram compartilhadas mensagens sugerindo intervenção militar e com desinformação sobre o resultado do pleito do qual Bolsonaro saiu derrotado.
Além de acusar Léo índio, Gonet pediu a Moraes que decrete o bloqueio de até R$ 26,6 milhões em bens do primo dos Bolsonaro. O mesmo pedido foi feito a outros acusados pela intentona golpista do 8 de janeiro. A medida visa a reparação dos danos causados durante o ato que resultou na depredação do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.
Ao longo do inquérito que culminou na denúncia de Gonet, o primo dos Bolsonaro foi alvo de duas etapas da Operação Lesa Pátria - investigação sobre participação, organização e financiamento do 8 de janeiro, quando extremistas invadiram e devastaram a Praça dos Três Poderes em Brasília.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Nome de Camillo Neves, candidato a vice-governador, não consta em trecho da propaganda eleitoral de Ricardo Ferraço.
Justiça Eleitoral libera propaganda de Ricardo Ferraço sem nome de vice na TV
Luiz Neiva Da Silva na WSL de Guarapari
WSL de Guarapari: três capixabas brilham no 1º dia e avançam no QS 4000
Ministro do STF André Mendonça
Igreja cita cortes fora de contexto e exclui vídeos de pregação de Mendonça

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados