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Por risco à saúde

Professores da rede estadual de SP aprovam greve contra volta das escolas

A medida foi aprovada por 91,7% dos que votaram na assembleia virtual promovida pela Apeoesp, o sindicato da categoria

Publicado em 05 de Fevereiro de 2021 às 18:34

Agência FolhaPress

Publicado em 

05 fev 2021 às 18:34
Professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira (5) entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (8) contra a volta presencial às aulas.
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Professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira (5) entrar em greve Crédito: Pixabay
A medida foi aprovada por 91,7% dos que votaram na assembleia virtual promovida pela Apeoesp, o sindicato da categoria.
O início das aulas na rede estadual está previsto para segunda-feira (8), com revezamento para que sejam atendidos até 35% dos alunos.
A presidente da Apeoesp, deputada estadual Professora Bebel (PT), afirma que a greve é em defesa da vida. "Não há condições para um retorno seguro", diz. "Recebemos a todo momento fotos e vídeos de professores mostrando banheiros quebrados, lixo acumulado, goteiras, álcool gel vencido. E tudo isso já está causando consequências graves."
A entidade defende que as escolas só reabram após a vacinação dos profissionais da educação e divulgou 147 casos infecção por Covid registrados até o momento em escolas com algum tipo de atividade presencial.
Já o governo João Doria (PSDB) afirma que as escolas da rede foram equipadas para dar segurança a alunos e educadores e argumenta que o retorno presencial é essencial diante das lacunas de aprendizagem e dos problemas de saúde mental decorrentes do ensino remoto.
Em resposta a ação na Justiça que tentou vetar a volta presencial, a Secretaria da Educação afirmou que nenhum caso de transmissão de Covid-19 foi registrado nas escolas estaduais que já tinham reaberto para atividades extracurriculares no ano passado.
O Brasil é um dos países com escolas fechadas há mais tempo, segundo levantamento divulgado pela Unesco (braço da ONU para a educação) no final de janeiro. Naquele momento, eram 40 semanas sem aulas presenciais, contra média mundial de 22.
Em nota, a Secretaria da Educação disse lamentar que o sindicato "se paute por uma agenda político-partidária completamente desvinculada do compromisso com o aprendizado dos alunos".
A pasta afirma que tomará medidas judiciais contra a greve e que faltas não justificadas pelos profissionais serão descontadas.
"A retomada das aulas é pautada em medidas de contenção da epidemia, obedecendo aos critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus, embasada em experiências internacionais e nacionais", diz a nota. "Estudantes e profissionais com doenças crônicas ou fatores de risco devem permanecer em casa, cumprindo atividades remotas."

RODÍZIO DE ALUNOS

Com a progressão de cidades anunciadas para a fase amarela, as escolas privadas e municipais estão liberadas para ter até 70% dos alunos na sala de aula a partir do dia 8.
O governo estadual afirma que, nas escolas estaduais, porém, as aulas iniciarão com apenas 35% da capacidade.
Segundo o governo estadual, durante as duas primeiras semanas de aula haverá uma avaliação sobre sobre o aumento de capacidade. Enquanto isso, permanecerão com o percentual reduzido, sem obrigatoriedade, em esquema de rodízio.

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