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São Paulo registra primeira morte confirmada por sarampo neste século

Esse é o primeiro caso relatado desde o ano de 1997. A vítima é um homem de 42 anos que não se imunizou

Publicado em 28 de Agosto de 2019 às 17:26

Publicado em 

28 ago 2019 às 17:26
Manchas avermelhadas, em erupções cutâneas, estão entre os principais sintomas do sarampo Crédito: Romolo Tavani/Shutterstock
A cidade de São Paulo registrou a primeira morte confirmada por sarampo no atual ciclo de surto da doença. É o primeiro caso relatado desde ao menos o ano de 1997.
Segundo a secretaria de Saúde da gestão Bruno Covas (PSDB), a vítima é um homem de 42 anos que não se imunizou. A morte da vítima foi registrada no dia 17 deste mês, mas só foi confirmada pela secretaria nesta quarta-feira (28).
De acordo com Solange Saboia, coordenadora de Vigilância e Saúde do município de São Paulo, a confirmação de casos de morte por sarampo precisa seguir um protocolo. "Seguimos protocolos internacionais para a confirmação e discutimos com a Secretaria Municipal de Saúde. Depois da análise que se confirma", disse.
Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado diz que, ao todo, o estado tem 2.457 casos da doença confirmados, dos quais 66% (1.637) estão concentrados na capital.
O QUE É SARAMPO?
É uma doença infecciosa aguda transmitida por um vírus, caracterizada por manchas na pele. A doença estava erradicada no Brasil, mas voltou. Uma das razões é a baixa cobertura vacinal, ou seja, as pessoas deixaram de se vacinar.
COMO É TRANSMITIDO?
A transmissão acontece pela saliva, carregada pelo ar (quando a pessoa tosse, fala ou espirra). Ou seja, é altamente contagiosa.
QUAIS OS SINTOMAS?
Febre alta (acima de 38,5°C), manchas vermelhas na cabeça e no corpo, tosse, dor de cabeça, coriza e conjuntivite.
O SARAMPO PODE MATAR?
Sim. É uma doença que traz complicações graves, inclusive neurológicas, e pode levar à morte. Também pode deixar sequelas como a surdez.
COMO É O TRATAMENTO?
O doente é isolado e apenas os sintomas são tratados. Por isso, a vacinação é a ferramenta mais eficaz no combate à doença.
O QUE FAZER EM CASO DE SUSPEITA?
Encaminhar o paciente a um serviço de saúde, que por sua vez notificará a vigilância epidemiológica para que esta vacine quem teve contato com o doente.
QUEM DEVE SE VACINAR?
Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias devem tomar a dose da campanha e as duas do calendário nacional de imunização, aos 12 meses e 15 meses; crianças e jovens de até 29 anos precisam ter tomado duas doses da vacina - quem tem de 30 a 59 anos, apenas uma dose. A maioria das pessoas com mais de 60 anos não precisa da vacina, pois já teve contato com o vírus. Na dúvida sobre ter ou não tomado a vacina na infância, é melhor tomá-la agora. Não é preciso levar a carteirinha de vacinação.
Em ações de bloqueio, quando identificado caso suspeito da doença, todos devem tomar a vacina, que é uma imunização pontual.
ONDE É FEITA A VACINAÇÃO?
Em postos de saúde e, durante a campanha, em pontos anunciados pelo governo, como estações do metrô.
QUAIS AS REAÇÕES À VACINA?
Febre e dor no local da injeção, com possível inchaço. Não há reações neurológicas. A vacina NÃO causa autismo.
QUEM NÃO PODE SE VACINAR? 
Gestantes, transplantados, quem faz quimioterapia e radioterapia, ou usa corticoides ou tem HIV com CD4 menor que 200. Alérgicos a ovo e lactantes podem tomar a vacina.
POR QUANTO TEMPO A VACINA VALE?
Para quem completou as duas doses (ou uma dose até 1989), vale pela vida toda.

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