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Decisão do STF

Supremo forma maioria para manter suspenso porte de arma de Zambelli

Seis dos onze ministros já votaram por negar um recurso impetrado pela defesa da deputada contra decisão que também a obriga a levar pistola e munições à Polícia Federal

Publicado em 17 de Fevereiro de 2023 às 19:44

Agência Estado

Publicado em 

17 fev 2023 às 19:44
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (17) para manter a decisão que suspendeu o porte de arma da deputada bolsonarista Carla Zambelli após a parlamentar perseguir um homem negro com pistola em punho às vésperas do segundo turno das eleições. No último dia 25, a aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro foi denunciada por porte ilegal de arma e constrangimento mediante uso de arma.
Os ministros Alexandre de MoraesRicardo LewandowskiDias ToffoliEdson Fachin e Luís Roberto Barroso acompanharam o do relator, ministro Gilmar Mendes, e negaram um recurso impetrado pela defesa de Zambelli. Os advogados da parlamentar questionam decisão que, em dezembro, mandou a aliada de Bolsonaro entregar armamentos registrados em seu nome junto à Polícia Federal.
A deputada federal Carla Zambelli saca arma no meio da rua em São Paulo, antes das últimas eleições
Carla Zambelli sacou arma no meio da rua em São Paulo, antes das últimas eleições Crédito: Twitter/Reprodução
Ao Supremo, a defesa de Zambelli voltou a argumentar que a deputada agiu em legítima defesa. Além disso, sustentou que o Supremo não teria competência para analisar o caso por que não haveria relação entre o crime imputado à parlamentar e o exercício de seu cargo.
A segunda alegação foi diretamente rebatida por Gilmar. Em seu voto, o decano reafirmou a competência do STF para julgar a deputada destacando que Zambelli só não foi presa em flagrante quando correu armada pelas ruas de São Paulo em razão de seu foro por prerrogativa de função — o qual, segundo o ministro, a deputada pretende afastar com o intuito de tirar o caso das mãos do STF.
Com relação ao argumento de legítima defesa, Gilmar sinalizou que o mesmo será ser analisado no julgamento de mérito do recurso. Segundo o decano, para o acolhimento da alegação deveria haver 'demonstração inequívoca' da legítima defesa, o que, em sua avaliação, está 'ausente'.

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