Capixaba foragido procurado pela Interpol, Romário Freitas de Aquino, de 45 anos, virou base para trabalhos acadêmicos, seja de monografias a dissertações de mestrado. Tudo isso em função do seu livro “Bastidores do Cárcere”, escrito em 2001, quando estava preso no presídio Monte Líbano, em Cachoeiro de Itapemirim, de onde fugiu em 2004. A partir da obra dele, os estudantes abordam a falência do sistema prisional e discutem como é o cotidiano nas cadeias.
Aquino tem duas condenações por homicídios qualificados que somam um total de 59 anos de detenção (uma de 32 anos e outra de 27). Uma delas (a condenação de 27 anos) foi decorrente do assassinato do ex-prefeito de Iúna Wellington Firmino do Carmo, o Helinho, em 28 de junho de 1998. Todas as condenações são referentes a crimes praticados na cidade do Caparaó.
Romário tem mandados de prisão em aberto, pelas condenações por assassinatos em Iúna, desde junho de 2018. Pela suspeita de ter fugido do Brasil, ele está dentro da difusão vermelha da Interpol, após pedido feito pela Polícia Federal.
Trata-se de um verdadeiro mandado de captura internacional. Caso preso nas áreas de abrangência da Interpol, ele será extraditado e levado de volta para as autoridades brasileiras.