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Leonel Ximenes

Capixaba procurado pela Interpol vira tema de trabalhos acadêmicos

Livro “Bastidores do Cárcere”, escrito por Romário Freitas de Aquino em 2001, quando estava preso em Cachoeiro, está servindo de base para monografias e dissertações de mestrado sobre a falência do sistema prisional e o cotidiano nas cadeias

Publicado em 14 de Janeiro de 2020 às 05:00

Públicado em 

14 jan 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Pela suspeita de ter fugido do Brasil, ele está dentro da difusão vermelha da Interpol, após pedido feito pela Polícia Federal Crédito: Reprodução da internet
Capixaba foragido procurado pela Interpol, Romário Freitas de Aquino, de 45 anos, virou base para trabalhos acadêmicos, seja de monografias a dissertações de mestrado. Tudo isso em função do seu livro “Bastidores do Cárcere”, escrito em 2001, quando estava preso no presídio Monte Líbano, em Cachoeiro de Itapemirim, de onde fugiu em 2004. A partir da obra dele, os estudantes abordam a falência do sistema prisional e discutem como é o cotidiano nas cadeias.
Romário Freitas de Aquino tem duas condenações por homicídios qualificados que somam um total de 59 anos de detenção Crédito: Reprodução da internet
Aquino tem duas condenações por homicídios qualificados que somam um total de 59 anos de detenção (uma de 32 anos e outra de 27). Uma delas (a condenação de 27 anos) foi decorrente do assassinato do ex-prefeito de Iúna Wellington Firmino do Carmo, o Helinho, em 28 de junho de 1998. Todas as condenações são referentes a crimes praticados na cidade do Caparaó.

NA LISTA VERMELHA DA INTERPOL

Romário tem mandados de prisão em aberto, pelas condenações por assassinatos em Iúna, desde junho de 2018. Pela suspeita de ter fugido do Brasil, ele está dentro da difusão vermelha da Interpol, após pedido feito pela Polícia Federal.
Trata-se de um verdadeiro mandado de captura internacional. Caso preso nas áreas de abrangência da Interpol, ele será extraditado e levado de volta para as autoridades brasileiras.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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