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Indústria

Campo do ES entre os maiores produtores de petróleo do Brasil, mas...

Os números são da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O Espírito Santo fechou 2025 como segundo maior produtor do país, mas perspectivas preocupam

Publicado em 05 de Fevereiro de 2026 às 03:01

Públicado em 

05 fev 2026 às 03:01
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Petróleo, Petrobras, plataforma
Plataforma de produção de petróleo e gás da Petrobras em operação Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O campo de Jubarte, no litoral Sul do Espírito Santo, ficou entre os cinco que mais produziram petróleo em 2025. Uma média de 152 mil barris por dia. Desde de 2021 que um campo localizado no Estado não figurava entre os top 5 do país. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Tupi, com 786 mil barris/dia, Búzios (753 mil barris/dia), Mero (531 mil barris/dia) e Itapu (154 mil), todos no mar do Rio de Janeiro, acompanham Jubarte na liderança. Esses cinco respondem por 65% da produção marítima (que é o que puxa a indústria brasileira de óleo e gás) total.
O dado é relevante, mas cabem algumas observações. Jubarte é, entre os top 5, o campo mais antigo em operação - desde dezembro de 2002, antes mesmo da declaração de descoberta do pré-sal, em 2006. Tupi começou em 2010; Búzios, em 2018; Mero, em 2017; e Itapu, em 2022.
Trata-se de um evidente ponto de atenção para a indústria capixaba do petróleo, que responde por mais de 20% do PIB industrial do Espírito Santo, e, claro, para a economia do Estado como um todo. Há tempos que Jubarte puxa, quase sozinho, o setor. O Espírito Santo, desde meados da década passada, deixou de ser um grande alvo exploratório da indústria do petróleo. Ou esta realidade muda ou teremos um pouso nada suave de um relevante vetor da nossa economia.   

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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