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Comércio internacional

Nem tudo é o tarifaço dos EUA. Agronegócio do ES sofre com tarifas no mundo todo

O Brasil precisa avançar nas negociações bilaterais com os mais variados países e blocos do planeta. Até com os considerados amigos

Publicado em 09 de Setembro de 2025 às 03:00

Públicado em 

09 set 2025 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Contêineres
Operação de guindaste no Complexo Portuário de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
O tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, em cima das exportações brasileiras fez com que passássemos a olhar para novos mercados e possibilidades. Quando isso aconteceu, ficou claro que o Brasil precisa, para ontem, avançar nas negociações bilaterais com os mais variados países e blocos do planeta. Até com os considerados amigos. Não são poucos os casos em que o produto brasileiro paga uma tarifa maior ou muito maior que o seu concorrente. Perda de competitividade na veia.
Vamos a alguns exemplos de produtos relevantes para o agro do Espírito Santo:
Café solúvel: o Brasil paga 9% na União Europeia, 49% na Tailândia, 45% nas Filipinas, 12% na China, 14,4% no Japão e 20% na Indonésia. O Vietnã, grande concorrente nosso, paga zero em quase todos esses mercados.
Pimenta-do-Reino: o México taxa o produto brasileiro em 10%, enquanto o Vietnã tem tarifa zero. A China impõe tarifa de 20% ao Brasil, enquanto Vietnã está submetido a 5% nas operações com frete marítimo e custo ainda menor nas operações comerciais via fronteira terrestre.
Macadâmia: a China tem 12% de tarifa em cima dos produtos do Brasil, mas aplica zero para os concorrentes.
Dentro das mais diversas atitudes que vêm sendo tomadas desde o anúncio das tarifas norte-americanas, em julho, o governo do Espírito Santo pediu ajuda ao vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que está à frente das negociações brasileiras, para ter atenção com essas diferenças tarifárias por todo o mundo e mergulhar de cabeça para corrigir as distorções.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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