A Log-In, empresa responsável pela operação do Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), o único a movimentar contêineres no Espírito Santo, está subindo a pressão pela solução de alguns gargalos de infraestrutura do Complexo Portuário de Vitória. São problemas que, na visão deles, impedem o Porto de Vitória de operar em níveis mais elevados de produtividade. Recentemente, a Log-In iniciou as operações da expansão do TVV, um investimento de R$ 35 milhões. Os executivos afirmam que pode atrair mais cargas caso os nós de acesso, na terra e no mar, sejam solucionados.
Em terra, o maior dos problemas é a ponte sobre o rio Aribiri, na Estrada de Capuaba, administrada pelo governo federal. É de mão em contramão e é o principal obstáculo para a duplicação do trecho final da Estrada de Capuaba - que faz a ligação da Carlos Lindenberg e da Darly Santos com o Porto de Vitória. A Vports, concessionária que administra o complexo portuário, está até fazendo um investimento, fora das obrigações de contrato, para reforçar a estrutura da ponte, mas reforçar estrutura não é ampliação. A pista de mão e contramão está longe de ser o acesso adequado para um porto que quer crescer.
No mar, o desejo da Log-In é que o canal de acesso, na Baía de Vitória, receba autorização para o tráfego de navios mais largos, portanto, de maior capacidade. Hoje, entram pelo canal navios com 32 metros de boca e o ideal é alcançar os 38 metros. Toda a frota brasileira, que faz cabotagem, passaria a poder entrar e, de quebra, seria mais simples atrair embarcações de longo curso, que vêm de fora do Brasil.
"O aumento da boca é fundamental, para termos capacidade de receber navios maiores e mais modernos. Temos demanda, inclusive da frota da própria Log-In, mas precisamos ter onde atracar. É um investimento observando a próxima geração de navios e o futuro do Espírito Santo", assinalou Marcus Voloch, CEO da Log-In.
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