Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Que venha 2023

Ventos de janeiro trazem fé na mudança, leveza e esperança

2022 trouxe um lembrete amargo de que os perigos seguiam à espreita, mas também vacina em massa, retomadas, reencontros e reconstruções. Não por acaso, uma tradicional pesquisa que elege a palavra do ano escolheu "esperança"

Publicado em 01 de Janeiro de 2023 às 00:01

Públicado em 

01 jan 2023 às 00:01
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

ana.laura.nahas@gmail.com

Começos e chegadas são mesmo uma pequena arte. Conversas iniciais, o parágrafo inaugural daquele livro, um caderno pronto para ser preenchido à moda antiga. Um hábito que antes não havia, os primeiros passos em direção a algo mais ameno ou mais desafiador. Um ano todo à espera de histórias, encontros e transformações.
Que bom que seja assim. Os últimos tempos, afinal, não foram fáceis. A pandemia tirou 15 milhões de vidas ao redor do mundo, e o Brasil, você sabe, não deu moleza para os diferentes, os vulneráveis, os otimistas, os progressistas e os sonhadores.
2020 atropelou quase tudo e quase todos, simplesmente. 2021 nos viu sucumbir ao cansaço, ao burnout, às perdas e ao desengano de achar que, na virada, estaríamos livres da pandemia.
[Não estávamos].
Esperança
Esperança foi a palavra de 2022 Crédito: photoangel/Freepik
2022 trouxe um lembrete amargo de que os perigos seguiam à espreita, mas também vacina em massa, retomadas, reencontros e reconstruções. Não por acaso, uma tradicional pesquisa que elege a Palavra do Ano escolheu ESPERANÇA para a temporada que acabamos de fechar.
Esperança, antes de mais nada. Decepção e dificuldade empatadas no segundo lugar. Confusão, superação, polarização, democracia, alívio, divisão, Amazônia e complexidade na sequência do levantamento feito em todas as regiões do Brasil, entre os dias 4 e 9 de novembro.
O resultado revela um pouco do espírito do tempo em que vivemos, um tempo de boas expectativas, mas também de durezas acumuladas, extremismos, desordens de tipos variados, enredamentos e semeaduras.
Depois de refletir o peso que pairava no ar, escolhendo Dificuldades (2019), Luto (2020) e Vacina (2021) como Palavras do Ano, a pesquisa e todo o cenário que influencia suas escolhas apontam, enfim, para dias melhores.
Os ventos que sopram com os primeiros dias de janeiro trazem fé na mudança, leveza, esperança, disposição e generosidade. Que elas sigam ao nosso lado, em 2023 e além.

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

A dificuldade de contratar mão de obra especializada é um dos principais entraves para o mercado imobiliário
Mercado imobiliário do ES foca em produtividade para vencer gargalo de mão de obra
Imagem de destaque
8 motivos para incluir o milho na alimentação
Caso chamou a atenção de moradores, na noite da última quinta-feira (23)
Motorista de app é sequestrado na Serra e suspeito morre após perseguição

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados