Agora, por exemplo, os candidatos mais conhecidos da terceira via (Caiado e Zema) se equilibram em raciocínio puramente eleitoreiro: operam na narrativa do antipetismo, mas não debatem e criticam a narrativa do bolsonarismo. Qual é a deles?
“O que a vida quer da gente é coragem”, dizia Guimarães Rosa.
As pesquisas continuam mostrando o cansaço com a polarização; a busca de um projeto de futuro; o encontro do liberal com o social.
Um potencial para uma candidatura de centro chegar a conquistar piso eleitoral de até 30%. E ser capaz de disputar um segundo turno. No mínimo, serviria para oxigenar o debate e a disputa eleitoral, com visão mais política e menos eleitoreira.
A sociedade agradeceria.
O Brasil de 2027/2031, diante dos desafios externos e internos já colocados agora em 2026, terá grandes dificuldades de governança e governabilidade se as eleições de 2026 não confluírem para a vitória de uma Frente Ampla.
Em seu novo livro, “A Oligarquia dos Poderes”, Joaquim Falcão mostra que, pela primeira vez, o arranjo oligárquico de poder no Brasil é produzido “pelo Estado dentro dele próprio. Vem das autoridades, das ambições internas. Do progressivo descolamento entre o eleitor e o Estado Democrático de Direito”.
É essa “nova oligarquia” regressiva, em pleno século XXI, que uma Frente Ampla poderia conter, com legitimidade para reconectar Estado e sociedade.
Vai ser possível? A sociedade brasileira agradeceria.
No Espírito Santo, as eleições estaduais não apresentam ainda tendência de polarização semelhante à polarização nacional, como foi em 2022. Não parece que o espelho se repetirá. Portanto, é bem provável que as eleições capixabas sejam regionalizadas.