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Política

Eleições “pão com manteiga”: o contexto econômico positivo no ES em 2026

Situação vai estimular um debate político “pé no chão” e “chão de fábrica” em 2026. Novos projetos e novos desafios
Antônio Carlos de Medeiros

Publicado em 

22 nov 2025 às 02:00

Publicado em 22 de Novembro de 2025 às 05:00

Já neste final de 2025, as notícias e fatos novos da economia capixaba indicam que o contexto econômico nas eleições do ano que vem deverá ser positivo. Portanto, ambiente estadual propício a campanhas voltadas para o debate com foco em entregas e serviços públicos, para além da disputa ideológica.
Mais gestão e menos ideologia. Se o debate for por aí, vai estar mais sintonizado com as expectativas dos eleitores e da sociedade: foco nas entregas e no futuro.
As pesquisas mostram este perfil no eleitorado. Convergindo para uma rejeição dos extremos e da polarização ideológica. Deverá valer principalmente para as eleições majoritárias (governador e senador).
Mas também para as proporcionais (deputado federal e deputado estadual). Eleições do tipo “pão com manteiga”, e não do tipo “pão e circo”. Com alvo na vida das cidades e das vizinhanças locais. Melhorias.
Pablo Lira trouxe, aqui na sua coluna em A Gazeta, as estimativas positivas para o crescimento do PIB em 2025. Ele mostrou que a economia do Espírito Santo deverá ter crescimento de 3,2%. Maior do que o crescimento estimado para o PIB do Brasil, da ordem de 2,2%.
Mais ainda, mostra Lira, deverá ser “o melhor desempenho entre os estados da região Sudeste (1,9%). Minas Gerais (2,4%), Rio de Janeiro (1,9%) e São Paulo (1,9%) vão provavelmente apresentar taxas de crescimento abaixo do desempenho da economia capixaba”.
Conjugada com essa estimativa de crescimento, com efeito em 2026, está a evidência de que a economia do petróleo recuperou força e tração no Espírito Santo.
O noticiário mostra que o Estado voltou a ocupar o segundo lugar na produção de petróleo do Brasil. O Rio de Janeiro continua na liderança. Mas o Espírito Santo voltou a produzir mais do que São Paulo. Saiu do terceiro para o segundo lugar.
Segundo o Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural do Observatório da Indústria da Findes, até 2030 estão previstos investimentos de R$ 44,2 bilhões no ES. Só a Petrobras anunciou R$ 35 bilhões em investimentos em exploração e produção.
Além dela, mais sete empresas vão realizar investimentos: ES Gás (Energisa); Prio; Shell; BW Energy; Prysmian Group; EnP Ecosistemas; e Imetame Energia.
Novas descobertas.
FPSO Espírito Santo, da Shell, que atua na produção de petróleo no Parque das Conchas, no Espírito Santo
FPSO Espírito Santo, da Shell, que atua na produção de petróleo no Parque das Conchas, no Espírito Santo Crédito: Acervo Shell
São investimento que se “espalham” pela cadeia produtiva do setor no Estado, ampliando encomendas à cadeia de fornecedores locais, gerando emprego e renda, e estimulando novos investimentos em logística de comércio exterior – o que consolida e expande a estrutura portuária e a cadeia industrial e de serviços. Resultante: mais PIB.
A Secretaria Estadual da Fazenda já reviu as suas estimativas de arrecadação com a renda do petróleo em 2025. Deverá passar de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,4 bilhão. Em termos relativos, terá efeito no PIB e também no programa de novos investimentos do governo estadual.
Sabendo, desde já, que a produção de petróleo no ES deverá seguir em expansão em 2026, a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) já divulgou previsão de novas descobertas na região do litoral do Estado, tanto no mar quanto em terra.
Tudo somado, a economia estadual vive um círculo virtuoso, pois também grandes empresas como a Samarco, a Suzano e a Vale, por exemplo, apontam na direção de mais produção e mais exportação/importação. Além dos novos projetos do Porto da Imetame, do Porto Central, e da expansão anunciada do Portocel e da Vports.
Um contexto econômico positivo para estimular um debate político “pé no chão” e “chão de fábrica” em 2026. Novos projetos e novos desafios.
Não é motivo para ufanismo. Claro que não.
Mas é um estímulo ao olhar para o futuro. 2033 vem aí. O Estado precisa avançar mais na mudança do seu perfil econômico. E na melhoria constante das políticas públicas. O que vai requerer, também, nova reforma administrativa no governo estadual, a partir de 2027.
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