Já neste final de 2025, as notícias e fatos novos da economia capixaba indicam que o contexto econômico nas eleições do ano que vem deverá ser positivo. Portanto, ambiente estadual propício a campanhas voltadas para o debate com foco em entregas e serviços públicos, para além da disputa ideológica.
Mais gestão e menos ideologia. Se o debate for por aí, vai estar mais sintonizado com as expectativas dos eleitores e da sociedade: foco nas entregas e no futuro.
As pesquisas mostram este perfil no eleitorado. Convergindo para uma rejeição dos extremos e da polarização ideológica. Deverá valer principalmente para as eleições majoritárias (governador e senador).
Mas também para as proporcionais (deputado federal e deputado estadual). Eleições do tipo “pão com manteiga”, e não do tipo “pão e circo”. Com alvo na vida das cidades e das vizinhanças locais. Melhorias.
Pablo Lira trouxe, aqui na sua coluna em A Gazeta, as estimativas positivas para o crescimento do PIB em 2025. Ele mostrou que a economia do Espírito Santo deverá ter crescimento de 3,2%. Maior do que o crescimento estimado para o PIB do Brasil, da ordem de 2,2%.
Mais ainda, mostra Lira, deverá ser “o melhor desempenho entre os estados da região Sudeste (1,9%). Minas Gerais (2,4%), Rio de Janeiro (1,9%) e São Paulo (1,9%) vão provavelmente apresentar taxas de crescimento abaixo do desempenho da economia capixaba”.
Conjugada com essa estimativa de crescimento, com efeito em 2026, está a evidência de que a economia do petróleo recuperou força e tração no Espírito Santo.
O noticiário mostra que o Estado voltou a ocupar o segundo lugar na produção de petróleo do Brasil. O Rio de Janeiro continua na liderança. Mas o Espírito Santo voltou a produzir mais do que São Paulo. Saiu do terceiro para o segundo lugar.
Segundo o Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural do Observatório da Indústria da Findes, até 2030 estão previstos investimentos de R$ 44,2 bilhões no ES. Só a Petrobras anunciou R$ 35 bilhões em investimentos em exploração e produção.
Além dela, mais sete empresas vão realizar investimentos: ES Gás (Energisa); Prio; Shell; BW Energy; Prysmian Group; EnP Ecosistemas; e Imetame Energia.
Novas descobertas.
São investimento que se “espalham” pela cadeia produtiva do setor no Estado, ampliando encomendas à cadeia de fornecedores locais, gerando emprego e renda, e estimulando novos investimentos em logística de comércio exterior – o que consolida e expande a estrutura portuária e a cadeia industrial e de serviços. Resultante: mais PIB.
A Secretaria Estadual da Fazenda já reviu as suas estimativas de arrecadação com a renda do petróleo em 2025. Deverá passar de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,4 bilhão. Em termos relativos, terá efeito no PIB e também no programa de novos investimentos do governo estadual.
Sabendo, desde já, que a produção de petróleo no ES deverá seguir em expansão em 2026, a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) já divulgou previsão de novas descobertas na região do litoral do Estado, tanto no mar quanto em terra.
Tudo somado, a economia estadual vive um círculo virtuoso, pois também grandes empresas como a Samarco, a Suzano e a Vale, por exemplo, apontam na direção de mais produção e mais exportação/importação. Além dos novos projetos do Porto da Imetame, do Porto Central, e da expansão anunciada do Portocel e da Vports.
Um contexto econômico positivo para estimular um debate político “pé no chão” e “chão de fábrica” em 2026. Novos projetos e novos desafios.
Não é motivo para ufanismo. Claro que não.
Mas é um estímulo ao olhar para o futuro. 2033 vem aí. O Estado precisa avançar mais na mudança do seu perfil econômico. E na melhoria constante das políticas públicas. O que vai requerer, também, nova reforma administrativa no governo estadual, a partir de 2027.