Como se sabe, o ES é um dos estados mais globalizados do Brasil, com uma corrente de comércio – soma de exportações e importações – que representa média de participação no PIB muito relevante em relação à média nacional. Estado exportador.
Já foi classificado como tigre asiático e hoje está entre as chamadas onças brasileiras. Nome dado pela Apex Partners aos estados com desenvolvimento acima da média nacional, com estabilidade institucional e IDH elevado: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A partir da sua maior exposição ao comércio exterior, ao longo dos anos o Espírito Santo desenvolveu o que se tornou uma grande força econômica no contexto nacional e internacional: sua elevada capacidade logística na geoeconomia e geopolítica nacional e internacional.
Esse investimento se soma aos investimentos já em curso e terá a capacidade de alavancagem dos demais terminais e negócios previstos para o projeto. Um hubdo tipo porto-indústria, complexo logístico e industrial.
Com calado de 25 metros e área de 20 milhões de metros quadrados, o novo Porto poderá receber os navios mais modernos e maiores do mundo. Hoje, como se sabe, nenhum outro porto brasileiro tem essa capacidade. Capaz de tornar o Porto Central um hub logístico para toda a América do Sul. Com outros terminais, além desse primeiro terminal de petróleo. Terminais de contêineres, fertilizantes, grãos e minérios, por exemplo.
Com esse ponto de inflexão em seu processo de implantação (o investimento do Fundo de Marinha Mercante), o novo porto em construção já começa a atrair indústrias para o seu entorno (o conceito de porto-indústria). Já foi divulgada, por exemplo, a assinatura de
Memorando de Entendimento com a MARS (Modern American Recycling Services), especializada em descomissionamento de navios.
Além disso, o porto terá expertise para fazer com a Petrobras as chamadas operações de transbordo chamadas ship-to-ship, para atendimento das plataformas de petróleo.
Tudo somado, vem daí o nítido efeito estrutural do projeto do Porto Central na economia capixaba.