Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Entretenimento

O novo filme da Barbie: uma crítica ao patriarcado

Ao desconstruir estereótipos de gênero e encorajar a igualdade e o empoderamento feminino, a Barbie se coloca como um ícone relevante para as novas gerações

Publicado em 26 de Julho de 2023 às 00:10

Públicado em 

26 jul 2023 às 00:10
Brunela Vincenzi

Colunista

Brunela Vincenzi

brunelavincenzi@hotmail.com

A boneca mais icônica do mundo, a Barbie, está de volta às telonas em um novo filme que tem provocado discussões acaloradas. Com uma abordagem corajosa e atual, o filme busca desconstruir estereótipos de gênero e fazer uma crítica direta ao patriarcado, trazendo à tona questões importantes sobre igualdade e empoderamento feminino.
Em um mundo onde ainda existe desigualdade de gênero, obras midiáticas que possam desconstruir esses padrões são fundamentais para a mudança social. É por isso, também, que o novo filme da Barbie cumpre um importante papel ao se posicionar como uma crítica ao patriarcado.
Ao longo dos anos, a imagem da Barbie tem sido alvo de controvérsias e críticas. A boneca, conhecida por sua aparência estereotipada e perfeição inatingível, tem sido acusada de promover padrões de beleza irreais e reforçar ideais patriarcais. No entanto, o novo filme busca romper com esses estereótipos, apresentando uma Barbie mais realista e empoderada.
Filme
Filme "Barbie", estrelado por Margot Robbie Crédito: Warner Bros./Divulgação
O enredo do filme gira em torno da jornada de crescimento e autoaceitação de Barbie, que se vê confrontada com a sociedade patriarcal em que vive. A protagonista luta contra as expectativas impostas pela sociedade e busca se libertar dos padrões que a limitam, mostrando que as mulheres são capazes de alcançar seus objetivos e serem bem-sucedidas em qualquer área.
Uma das principais críticas abordadas no filme é o conceito de “príncipe encantado”. Barbie, ao invés de esperar ser salva por um homem, mostra-se autossuficiente e independente, protagonizando suas próprias conquistas. Essa desconstrução do papel feminino como dependente do masculino é fundamental para questionar e romper com as estruturas patriarcais, encorajando as mulheres a seguirem seus próprios caminhos.
O filme aborda, ainda, a importância da sororidade e da união entre as mulheres. Barbie, ao se unir a outras personagens femininas, demonstra que a união e apoio mútuo são essenciais para enfrentar os desafios impostos pelo patriarcado. Essa mensagem traz uma abordagem positiva e encorajadora para as espectadoras, mostrando que juntas podem ser mais fortes e alcançar mudanças significativas.
Embora o filme da Barbie tenha uma abordagem crítica ao patriarcado, ele não pode ser visto como uma crítica radical e elaborada. O patriarcalismo que permeia nossa sociedade ainda é muito subliminar para grande parte das mulheres, muitas que assistiram ao filme sequer percebem a crítica por trás do enredo.
Outras que não assistiram ao filme o criticam por estarem totalmente imersas e integradas à estrutura opressora em que vivem, não dando conta de ver como vivem subjugadas ao machismo estrutural. Por isso, a desconstrução de estereótipos de gênero e a luta pela igualdade devem ser uma batalha diária em todos os aspectos da sociedade.
O novo filme da Barbie representa uma importante vitória para o movimento feminista, pois vai além do entretenimento ao questionar e criticar o patriarcado presente em nossa sociedade. Ao desconstruir estereótipos de gênero e encorajar a igualdade e o empoderamento feminino, a Barbie se coloca como um ícone relevante para as novas gerações.
É através de obras como essa que podemos esperar uma transformação social mais justa e igualitária, mas precisamos mais, muito mais. Em resumo, na minha opinião, o filme ainda faz compromissos a fim de agradar uma parte da audiência que rejeitaria críticas mais ousadas contra o patriarcalismo.

Brunela Vincenzi

Professora da Ufes, coordenadora da Cátedra Sérgio Vieira de Mello ACNUR/ONU para refugiados e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ufes. Redes sociais: @brunelavincenzi

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vista de Itarana
Polícia Militar, Itarana e Vitória: 28 mil vagas em concursos e seleções
SML de Linhares, no Norte do ES
Professor morre após acidente entre duas motocicletas em São Mateus
Perspectiva do Porto da Imetame em Aracruz
Portos brasileiros ampliam capacidade para exportar petróleo do pré-sal

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados