Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Sexo

Carnaval 2020: filhos bem orientados constroem uma festa mais saudável

"Nós devemos orientar sobre a importância da prevenção e dos riscos de lugares escuros e públicos, Também devemos falar de nossos valores morais e religiosos. Reprimir sem orientar não adianta."

Publicado em 24 de Fevereiro de 2020 às 09:00

Públicado em 

24 fev 2020 às 09:00
Carlos Boechat

Colunista

Carlos Boechat

carlosboechat@ebrnet.com.br

Como lidar com filhos jovens que aproveitam a folia com tudo que já existia na nossa época.  Crédito: Freepik
Desde o inicio da Revista AG escrevo no Carnaval falando da história desta festa que mistura dança, música e bebidas. E algumas coisinhas mais.
Lembro que antigamente, nessa época, os pais ficavam inseguros com o Carnaval dos filhos. Alugavam casas, revezavam na hora de buscá-los e prestavam atenção nas brincadeiras. As meninas apelavam aos versículos bíblicos torcendo para não voltarem grávidas, mesmo sem terem feito nada. Como sofríamos.
Hoje, muitos jovens e adultos dirigem-se para retiros religiosos, viajam aproveitando o feriado, buscam bandinhas antigas em cidades de interior ou encaram os mais diversos ritmos, mesmo que não sejam carnavalescos, não importa. Mas o álcool sim, este está sempre presente. Mas e o sexo?
Eles não precisam dessa data para iniciar na sua primeira vez. Já o fazem desde os 12 -15 anos (estatística oficial). Já organizam tudo pelos aplicativos. E viajam com namorados (as) ou grupos de amigos. E dormem todos no mesmo quarto ou barraca e isso não quer dizer que irá ocorrer sexo. Como sexo, hoje, não é uma coisa proibida ou nova em suas vidas, ele deixa de ser o foco. Diferente de épocas anteriores, quando esperávamos a data para que as meninas alcoolizadas facilitassem nossas tímidas conquistas.
Outro dia ouvi minha filha de 20 anos conversando com uma amiga e dizendo que tinha dormido na mesma cama que um determinado amigo, considerado o mais lindo da galera. Mas ela disse que não rolou nada, que ele é como um irmão e, por ser “muito galinha”, ela não queria nada com ele. Choquei. Não sei se pela maturidade da filha, se pelo desperdício de oportunidade ou por ver o quanto eu estou preso a conceitos antigos. Pais, hoje é uma nova vibe. Precisamos enxergá-los com os olhos deles, entender a sua linguagem. Mas Boechat, tudo pode! Claro que não. Nós devemos orientar sobre a importância da prevenção e dos riscos de lugares escuros e públicos, também devemos falar de nossos valores morais e religiosos. Reprimir sem orientar não adianta.
É necessário dar a base para que nossos filhos construam seus caminhos. O resto não muda muito: as dores de um coração partido ou o amor que eles acreditam para sempre e que não perdura até a páscoa... Sempre foi assim. A única coisa certa é que filhos bem orientados constroem uma festa mais saudável e sabem que diante de qualquer problema podem contar com a gente. Não temos o controle de nada. No ano que vem tem mais. Aja coração! Bom Carnaval para todos.

Carlos Boechat

É psicólogo formado em Brasília, sexólogo e terapeuta de casais. É educador de sexualidade em escolas da rede pública e privada e pai da Stephenie

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Catequista cria álbum de figurinhas da 'Coparóquia' no Sul do ES
Catequista do ES transforma santos em figurinhas inspiradas em álbum da Copa
Homem de 25 anos foi detido durante buscas por suspeitos de levarem motorista de carro de luxo em Vitória
Homem é detido durante buscas por suspeitos de sequestro em Vitória
Imagem de destaque
Brasília dá aula de irresponsabilidade (de novo)

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados