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Futebol

A Copa do Catar nem começou e já se discute a de 2030

Portugal e a Espanha, juntos, querem sediar o Mundial de Futebol daqui a oito anos, e a Ucrânia apresentou uma candidatura em conjunto com os dois países

Publicado em 04 de Novembro de 2022 às 02:00

Públicado em 

04 nov 2022 às 02:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães

fernandomanhaes@prix.com.br

Copa do Mundo de 2022 começa no dia 20 de novembro
Copa do Mundo começa no dia 20 de novembro Crédito: Unsplash
Estamos quase chegando ao início da Copa do Mundo de 2022 no Catar e a Copa de 2030 já entrou de vez no noticiário esportivo e político. Portugal e a Espanha apresentaram em junho deste ano uma candidatura conjunta para sediar o Mundial de Futebol de 2030. Até aí nada demais, tendo em vista que já se tornou uma saída a realização da Copa do Mundo com mais de um país sede. Tanto para contemplar aspectos econômicos, como também os aspectos de natureza política. Basta observar a composição da Copa de 2026, que será realizada por Estados Unidos (sede da maioria dos jogos), Canadá e México.
Só que dessa vez, com um ingrediente novo: o componente social e humanitário. A Ucrânia apresentou no final do mês passado em Nyon, na Suíça, uma candidatura em conjunto com Portugal e Espanha. Em pleno conflito militar com a Rússia, a Ucrânia vem ressiginificar o papel do futebol para muito além dos interesses econômicos. Não é demais lembrar que a Fifa fez da Copa do Mundo um dos maiores espetáculos da terra, mas nem por isso está longe de interesses financeiros, nem sempre muito transparentes e legais.
A candidatura unificada dos três países recebeu o apoio da UEFA como a única candidatura da Europa para o mundial de 2030. Num comunicado, a Federação Portuguesa de Futebol cita o exemplo de tenacidade e resiliência do povo ucraniano, “esta proposta visa contribuir através do poder do futebol para a recuperação de um país em fase de reconstrução”. Os termos da adesão da Ucrânia à candidatura serão discutidos mais pra frente, completa o comunicado. Já o presidente da Federação Espanhola de Futebol, José Luis Rubiales declarou à agência de notícias Lusa que “o projeto pretende ser a fonte de inspiração para a sociedade através do futebol, lançando uma mensagem de solidariedade e esperança”.
Por outro lado, outra forte concorrente para sediar a Copa de 2030 é a aliança formada pelos países da América do Sul Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile. O ponto forte é o simbolismo da realização da final da Copa no Uruguai, país em que foi sediada a primeira edição do mundial, em 1930, com a intenção de que o torneio celebre os 100 anos da Copa do Mundo, com a final sendo realizada na cidade de Montevidéu. A previsão é que o assunto só seja resolvido em 2024.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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