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Pandemia

A Europa se prepara para tentar salvar o Natal

A realização de uma festa verdadeiramente plena dependerá, principalmente, do comportamento e do controle da Covid-19

Publicado em 29 de Setembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

29 set 2020 às 05:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães

fernandomanhaes@prix.com.br

Compras
Compras de Natal podem estar ameaçadas caso a segunda onda da Covid-19 ganhe força na Europa Crédito: Andreas Lischka/Pixabay
Assim como Portugal, a Europa como um todo se prepara para adotar medidas mais restritivas na expectativa de conter uma segunda onda da Covid-19 e, assim, tentar salvar o Natal deste ano, que além das compras e dos presentes é uma festa de tradicional reunião das famílias. A adoção destas medidas se deve ao aumento de casos de coronavírus em praticamente todo o continente europeu.
O mais preocupante é que em muitos países o número de ocorrências já supera o pior momento do início da pandemia. Aqui em Portugal, o governo prorrogou o estado de contingência até 14 de outubro, tomando uma série de medidas mais restritivas, para fazer face ao controle da pandemia e evitar a contaminação.
Dentre as medidas mais comuns adotadas pelos países, estão: restrição de deslocamento das pessoas; confinamentos em locais ou bairros de forma seletiva; restrições de viagens entre países; horário reduzido de funcionamento dos estabelecimentos comerciais (principalmente bares e restaurantes); proibição de consumo de bebidas alcoólicas, entre outras.
Campanhas estão sendo veiculadas, apelando para a conscientização da população sobre os riscos da contaminação sem controle, da necessidade do uso de equipamentos de segurança e do distanciamento social. O uso de máscaras em ambientes fechados é praticamente obrigatório em todos os lugares e, em alguns casos, também é obrigatório em locais públicos abertos, onde há maior concentração de pessoas.
O fato é que, com a chegada do outono na Europa e a consequente queda da temperatura, além da própria instabilidade do clima, faz com que nesta época do ano a circulação de diversos vírus aumente, e isso pode propiciar um ambiente fértil para a Covid-19.
A questão é que estamos a menos de três meses do Natal e o mercado ainda não sabe como lidar com o futuro que se avizinha. A longa quarentena em muitos países fez com que a economia fosse duramente impactada. A queda do poder de compra das famílias, a queda na venda de diversos produtos e, agora, o risco de novo confinamento em alguns países, aumenta sensivelmente a insegurança do comércio em relação aos pedidos para o período do Natal.
Como em praticamente todo o mundo, o Natal é a melhor época do ano para o comércio, entretanto, para que o Natal seja realmente muito bom, a indústria tem que se antecipar na fabricação dos produtos. A insegurança em relação aos próximos meses pode fazer com que o Natal de 2020 entre na lista dos piores das últimas décadas.
Para agravar a situação, com a chegada do fim do ano, a circulação de pessoas aumenta naturalmente para as compras e com o frio, e a tendência é das pessoas se juntarem em locais fechados e aquecidos. A realização de um Natal verdadeiramente pleno dependerá, principalmente, do nosso comportamento e do controle da pandemia.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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