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A hora da negociação

Mercado automotivo: como ficam os preços dos carros no pós-pandemia?

Talvez você ainda não percebeu no nicho de zero quilômetro, mas tenha certeza: o poder de negociação do consumidor está efetivamente maior

Publicado em 07 de Julho de 2022 às 01:59

Públicado em 

07 jul 2022 às 01:59
Gabriel de Oliveira

Colunista

Gabriel de Oliveira

gabrielpersonalcares@gmail.com

O fato é que pela falta de insumos e por estratégia das montadoras o preço dos carros nunca mais será o mesmo.
O fato é que pela falta de insumos e por estratégia das montadoras, o preço dos carros nunca mais será o mesmo. Crédito: Shutterstock
No último domingo (3), fiz uma enquete em meu perfil de Instagram sobre o assunto que meus seguidores gostariam que eu abordasse hoje. Foi unânime: todos votaram para saber sobre o preço dos carros, se haverá uma queda ou se o mercado ainda está inflacionado.
Então, vamos lá. Primeiro, já adianto que é preciso esquecer o período do início da pandemia, em 2020. Naquela época, o vírus estava começando a se espalhar pelo mundo e os impactos não tinham sido sentidos com tanta força tanto na vida das pessoas, como no mercado. O carro ainda era um bem de consumo mais acessível no que diz respeito aos preços.
No entanto, de lá para cá muita coisa mudou. A Covid-19 impactou o comportamento humano e também a economia. As mudanças foram tão radicais que divido nossa conversa por aqui em antes e pós-pandemia.
Falando do mercado automotivo em si, você, meu amigo leitor, pode achar um certo exagero minha colocação, mas o fato é que pela falta de insumos, microchips e por estratégia das montadoras, o preço dos carros nunca mais será o mesmo.
A não ser que de uma hora para outra o comportamento do consumidor mude drasticamente ou que outro evento extremamente impactante aconteça novamente como tem sido com a pandemia.
Contudo, pela diminuição da demanda por inúmeros fatores, os preços dos carros já estão diminuindo. Talvez você ainda não percebeu no nicho de zero quilômetro, mas tenha certeza: o poder de negociação do consumidor está efetivamente maior.
Vivenciei isso no mês de junho ao negociar a compra de um VW Taos Comfortline zero quilômetro para um cliente, onde o preço anunciado era de mais de R$ 175 mil. Na ocasião, consegui negociar em R$ 169 mil. O negócio não foi fechado por detalhes que não veem ao caso, mas esse exemplo mostra como as concessionárias já estão abertas para negociação do preço.
Um outro exemplo é o novo Hyundai Creta na versão Limited. O preço pedido nas concessionárias é de R$ 138.390 e, negociando, o consumidor consegue comprá-lo por até R$ 131.000.
Esses exemplos que mencionei eram inimagináveis no mesmo período do ano em 2021.
Falando do mercado de usados e seminovos, e considerando a tabela Fipe que gera a média geral dos preços dos carros, de maio para junho deste ano houve uma queda de 0,5%. De junho para julho, por sua vez, houve mais uma queda de 1,91%.
Perceba que existe um movimento no mercado onde o preço médio dos carros volta a cair, entrando numa normalidade onde o veículo, que é um bem de consumo, tem uma desvalorização natural. E não o contrário disso como aconteceu por tanto tempo. Mas é importante deixar claro que os preços mais altos fazem parte da nova realidade do "pós-pandemia".
Por isso, é fundamental estar munido de informações ou contar com uma consultoria para que a escolha e compra seja a mais acertada possível.

Gabriel de Oliveira

A coluna traz uma análise do mercado automotivo, com tendências do segmento, panorama, dicas e orientações. Tem como público-alvo o cliente que compra carro ou moto, quer trocar de veículo, quer tirar dúvidas sobre fazer a manutenção desses bens e também de leitores apaixonados pelo tema

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