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Obra monumental

O peso artístico de José Bechara no Parque Cultural Casa do Governador

Público capixaba pode conferir "Falta" que entra para o acervo permanente do parque, consolidando o Estado no circuito de grandes acervos de arte contemporânea ao ar livre

Publicado em 15 de Março de 2026 às 01:58

Públicado em 

15 mar 2026 às 01:58
Isabela Castello

Colunista

Isabela Castello Isabela Castello

isabelacastello.colunista@gmail.com

tudo muda a cor, e a cor muda tudo
Escultura tem 60 toneladas e dimensões que convidam à vivência tridimensional Crédito: Divulgação
O Parque Cultural Casa do Governador, na Praia da Costa, acaba de incorporar ao seu acervo permanente a obra monumental "Falta" (2025), do renomado artista carioca José Bechara. 
Com 60 toneladas e dimensões que convidam à vivência tridimensional, a escultura articula grandes blocos de mármore bruto a grades geométricas em laranja fluorescente, criando um tensionamento vibrante entre a matéria natural e o elemento industrial.
 A chegada da peça ao Estado — articulada pela Matias Brotas Arte Contemporânea — consolida o Espírito Santo no circuito de grandes acervos de arte contemporânea ao ar livre.
tudo muda a cor, e a cor muda tudo
O trabalho de Bechara carrega um prestígio que atravessa fronteiras Crédito: Divulgação
O trabalho de Bechara carrega um prestígio que atravessa fronteiras, com obras presentes em coleções de instituições icônicas como o Centre Pompidou, na França, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Pinacoteca de São Paulo.
Agora, o público capixaba pode conferir "Falta" gratuitamente, junto às demais 33 obras do acervo do parque, com visitação aberta de terça a sábado (8h às 17h) e aos domingos (8h às 15h). A instalação ativa o pensamento e a memória, reafirmando o papel da arte pública como agente transformador do cotidiano.

A psicologia das cores para 2026

Cáqui Universal foi eleita cor do ano pela Sherwin-Williams
Cáqui Universal foi eleita cor do ano pela Sherwin-Williams Crédito: Divulgação
O cenário da arquitetura e do design no Espírito Santo ganhou profundidade com o encontro "Tendências de Cores", promovido pela Politintas. Mais do que apresentar catálogos, as gigantes Sherwin-Williams e Suvinil trouxeram a Vitória pesquisas que decifram o espírito do nosso tempo.
O ponto de convergência entre as marcas é a percepção de que vivemos em uma era de saturação e transição, onde a cor deixa de ser apenas estética para se tornar um recurso de saúde mental, capaz de oferecer silêncio, energia ou pertencimento. A Sherwin-Williams apresentou o seu relatório bienal Antologia Volume Dois, um estudo que vai além do visual para explorar o impacto emocional das cores que atravessam o tempo.
Sob a curadoria de Patrícia Fecci, a marca propõe o Cáqui Universal (SW 0071) como a cor do ano, simbolizando um neutro clássico que ancora a nossa necessidade de estabilidade. O estudo se divide em quatro caminhos cromáticos: os "Tons Esfumaçados", que trazem lavandas e azuis translúcidos para criar espaços de leveza e silêncio; os "Tons Iluminados", com amarelos e dourados que evocam o calor do design mid-century; os "Escuros Regenerativos", focados em cores profundas como o borgonha e o preto para proporcionar o conforto do recolhimento; e o "Clássico e Atemporal", que aposta em neutros modernos para composições ricas em texturas.
Já a Suvinil trouxe o conceito "Co(r)existir 2026", um estudo fundamentado na ideia de que "tudo muda a cor, e a cor muda tudo". A pesquisa, apresentada por Sylvia Gracia, reflete sobre a nossa necessidade constante de transformação em uma rotina acelerada. A marca elegeu duas cores protagonistas que representam forças opostas e complementares: a Tempestade, um rosa acinzentado que abraça o drama e o lúdico do indivíduo, e o Cipó da Amazônia, um verde-amarelado que nos reconecta ao coletivo e ao frescor orgânico.
O estudo se desdobra em paletas como "Sentir" (tons subversivos que combatem a apatia), "Respirar" (brancos e off-whites que convidam à introspecção) e "Brincar" (cores primárias que resgatam o direito de descontrair na vida adulta), provando que colorir um ambiente é, acima de tudo, um ato de cuidado consigo e com o todo.

Isabela Castello

Isabela Castello Isabela Castello

Isabela Castello, administradora e designer, é apaixonada pelo universo criativo e pela natureza. Escreve sobre criatividade e a economia criativa com ênfase nos conteúdos sobre arte e design autoral.

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