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Política

2026, mais um ano de esperança

Vamos ficar atentos aos nossos candidatos para fazer a escolha mais lúcida em outubro e vamos torcer pelo Brasil na Copa que começa no dia 11 de junho. Está em nossas mãos fazer a escolha por um Brasil melhor
Léo de Castro

Publicado em 

21 dez 2025 às 02:00

Publicado em 21 de Dezembro de 2025 às 05:00

Chegamos ao final de 2025, mirando o ano novo com um misto de esperança e apreensão. Será um ano de Copa do Mundo e de eleições, quando o Brasil elegerá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. No Senado, serão duas vagas em disputa. As eleições para presidente e governador sempre atraem mais os holofotes, mas, mais do que nunca, o país deve estar atento às escolhas para o Congresso Nacional.
O parlamento tem acumulado poderes nos últimos anos, com emendas impositivas, maior controle sobre o orçamento público e mais independência em relação ao Executivo. Qualquer que seja o presidente, ele precisará do Congresso para governar e avançar com as reformas que o país precisa para retomar um ciclo de desenvolvimento sustentável.
O ex-ministro Mário Henrique Simonsen costumava dizer que o brasileiro é otimista entre o Natal e o carnaval. Estamos nesse período. Com otimismo, podemos torcer por um Congresso mais aderente às reais necessidades do país, e não a interesses de grupos ou a debates estéreis para gerar cortes para as redes sociais.
Sabemos o que precisa ser feito: a reforma administrativa, a racionalização dos gastos, a redução da burocracia, a agenda do Custo Brasil, entre outras medidas. Temos diversos diagnósticos e caminhos para soltar as amarras do setor produtivo e deixar o país se desenvolver. O que precisamos é de pulso, decisão política e capacidade de execução.
No ano passado, o prêmio Nobel de Economia foi para Daron Acemoglu e James A. Robinson, junto com Simon Johnson, por suas pesquisas sobre como as instituições políticas e sociais determinam a prosperidade das nações, explicando por que alguns países são ricos e outros, pobres.
No célebre livro "Por que as Nações Fracassam: As Origens do Poder, da Prosperidade e da Pobreza", Acemoglu e Robinson defendem a tese principal de que são as instituições criadas pelo homem – e não a geografia, a cultura ou o clima – que sustentam o sucesso ou o fracasso econômico de uma nação.
O eleitor brasileiro poderia pesquisar um pouco sobre o assunto antes de decidir seu voto em outubro do ano que vem. Esses autores argumentam que os países com instituições extrativistas, que beneficiam somente uma pequena elite em detrimento da maioria da população, tendem à estagnação. Ao passo que os países com instituições inclusivas, que garantem direitos de propriedade, um sistema político pluralista, segurança jurídica e igualdade de oportunidade, alcançam o desenvolvimento sustentável.
Por isso é fundamental escolher bem os nossos representantes, para atacar a agenda do Custo Brasil e melhorar a nossa produtividade, criando um ambiente de negócios mais favorável aos investimentos e com maior inserção da nossa indústria nas cadeias globais de valor. É isso que vai nos tirar da estagnação das últimas décadas.
O processo eleitoral será uma ótima oportunidade para o país fazer uma avaliação mais qualificada sobre os nossos governantes, superando a polarização política dos últimos anos, marcada pela disputa entre os presidentes Lula e Bolsonaro. O Brasil merece muito mais do que isso. Os dois já deram demonstrações de que não estão à altura de nossos desafios.
Merecemos uma liderança mais qualificada e mais comprometida com as reais questões do país. A política não pode ser um Fla x Flu, num antagonismo apaixonado e irracional, em que tudo parece ser dividido para caber em apenas duas caixas. A realidade é mais complexa do que isso.
Votação na noite de quarta-feira dividiu a Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Vimos na semana passada que esses dois lados da política chegaram a um entendimento para aprovar o chamado PL da Dosimetria, que pode reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, e também para aprovar o projeto que garante mais R$ 20 bilhões ao governo, por meio da taxação das bets e do fim de incentivos fiscais.
Se conseguem fazer um acordão em torno de interesses tão específicos, por que não fazer um acordo também para promover o verdadeiro ajuste fiscal e a reforma administrativa? O episódio mostra claramente que, quando há determinação e vontade política, é possível fazer acontecer. Esperamos, contudo, que essa determinação também seja aplicada nas agendas que realmente interessam ao Brasil.
Vamos ficar atentos aos nossos candidatos para fazer a escolha mais lúcida em outubro e vamos torcer pelo Brasil na Copa que começa no dia 11 de junho. Está em nossas mãos fazer a escolha por um Brasil melhor.
Feliz Natal e um 2026 de muitas realizações!
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