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Leonel Ximenes

A árvore que deitou, deitou, caiu e deixou saudade em Vitória

Algodoeiro-da-praia resistiu ao longo dos anos, foi se envergando e acabou caindo de vez

Publicado em 26 de Março de 2026 às 03:11

Públicado em 

26 mar 2026 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O aumento da inclinação do algodoeiro-da-praia ao longo dos anos na calçada em Bento Ferreira
O aumento da inclinação do algodoeiro-da-praia ao longo dos anos na calçada em Bento Ferreira Crédito: Google Maps
O bairro de Bento Ferreira, em Vitória, foi palco de uma situação curiosa que teve como protagonista a natureza. Na sequência de fotos acima havia, sim, uma árvore no meio do caminho, que simplesmente “deitou” na calçada com o passar dos anos.
A espécie algodoeiro-da-praia (Hibiscus tiliaceus), com tamanho entre quatro e seis metros de altura e ainda com circunferência à altura do peito de quase 120 centímetros, em julho de 2011 estava na sua adolescência, mas já demonstrava sua curvatura. A árvore estava localizada entre as Ruas Coronel Schwab Filho e Amenóphis de Assis.
O espaço outrora ocupado pela árvore agora vazio
O espaço outrora ocupado pela árvore agora está vazio Crédito: Foto do leitor
Imagens do Google Maps mostram que a curvatura só se acentuou de 2017 a 2022, a ponto de ser necessário a colocação de uma fita zebrada para demarcação de segurança para pedestres e motoristas. A partir de setembro de 2025, ela foi se deitando cada vez mais, embora ainda continuasse de pé, como um guerreiro ferido que  permanece resistindo e lutando no campo de batalha.
Mas, infelizmente, nos últimos dias a queda foi definitiva. Vergada ao seu próprio peso, a árvore foi ao chão, no início deste mês de março, e acabou sendo recolhida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Mas resta uma esperança: a Prefeitura de Vitória informou que uma equipe técnica está programada para ir ao local para avaliar a viabilidade de novo plantio na área.
A árvore que deitou no meio do caminho deixou saudade. Que pelo menos ela seja adubo para a nova vida que há de surgir no meio da aridez da calçada.
A vida sempre há de vencer.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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