O escritor e aventureiro capixaba Alessandro Andrade está percorrendo o Espírito Santo em uma jornada especial de pré-lançamento do seu livro, “O Peregrino”. A obra, que será lançada no dia 17 de julho, na livraria Leitura do
Shopping Vitória, às 19h, nasce da experiência real do autor no Caminho de Santiago de Compostela, pela rota francesa, a mesma trilhada pelo escritor Paulo Coelho.
Alessandro passou por cerca de 50 cidades espanholas e ficou hospedado no mesmo albergue que inspirou o autor Paulo Coelho, que escreveu “O Diário de um Mago”, livro que fez com que milhares de brasileiros se encantassem pelo Caminho. “De cada 100 peregrinos que encontrei, entre 30 e 40 estavam ali por causa do Paulo Coelho. Eu também fui por ele”, revela Alessandro.
Em “O Peregrino”, Alessandro resgata a simbologia e espiritualidade presentes em cada passo da trilha sagrada, traduzindo em palavras a transformação que vivenciou ao longo dos 28 dias de peregrinação. Foram 30 albergues percorridos em uma jornada de introspecção, superação e redescoberta. A narrativa, escrita ao fim de cada dia do trajeto, convida o leitor a refletir sobre suas próprias cruzes e desafios, inspirando o renascimento interior por meio da caminhada física e espiritual.
Alessandro é católico, cristão, casado, pai de três filhos, empresário dos setores de tecnologia, consultoria e exportação de café, granito, pimenta, cacau e grãos. Ele percorreu todos os templos do Egito, mesquitas e muçulmanas do Oriente Médio e África, templos budistas e sempre teve interesse profundo por estudos de outras religiões e filosofias como prática de tolerância religiosa e entendimento da forma de conexão com Deus.
Agora, dedica-se a divulgar “O Peregrino” em igrejas, escolas, comunidades e lojas maçônicas. Em junho, ele fez os “Passos de Anchieta”, no Espírito Santo, como parte da preparação para sua próxima jornada: o Caminho de Santiago pelo lado português, em 2026.
Sobre o que mudou na sua vida antes e depois da caminhada, Alessandro disse que aprendeu a deixar no caminho as pedras e a cruz. “Eu acho que a gente aprende a deixar no caminho as pedras que carregamos e a cruz no caminho, a simbologia da cruz que eu falo no livro, os peregrinos colocam uma cruz, fazem uma cruz de madeira e o grande significado é que na jornada da nossa vida, às vezes, a gente carrega cruz demais e ela representa a partida, mas também o renascimento”, afirma Alessandro.