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Leonel Ximenes

Cidade do ES recebe socorro para conter inseto que amedronta população

Município capixaba está sediando o polo nacional de pesquisa do vetor de doença que já afetou quase 10% dos seus habitantes
Leonel Ximenes

Publicado em 

28 mar 2025 às 03:12

Publicado em 28 de Março de 2025 às 03:12

Pesquisadora monta armadilha para capturar o mosquito maruim
Pesquisadora monta armadilha para capturar o mosquito maruim em Alfredo Chaves Crédito: Everton Bassetto/Prefeitura de Alfredo Chaves
Em poucos meses, praticamente 10% da população de Alfredo Chaves contraiu a febre oropouche, transmitida pelo mosquito maruim, principal vetor da doença. A situação é tão grave que uma força-tarefa, formada por especialistas, está na cidade do Sul do Estado para estudar o comportamento e as características do inseto.
O município, de quase 14 mil habitantes e que tem registrados oficialmente 1.288 casos, está sediando o polo nacional de pesquisa sobre o maruim com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).
As informações obtidas sobre o Culicoides paraenses em Alfredo Chaves ajudarão no controle desse mosquito em todo o país e principalmente no próprio Espírito Santo, Estado que em janeiro passado tinha confirmados 99% dos casos em todo o território nacional.

A FORÇA-TAREFA

Atualmente, 11 pesquisadores dessas instituições, entre biólogos, enfermeiros, agentes de saúde e veterinário, estão examinando as comunidades alfredenses mais afetadas pelo inseto, coletando amostras e aplicando produtos para teste.
Para apoiar o estudo, a Secretaria Municipal de Saúde de Alfredo Chaves disponibilizou uma sala, que foi adaptada pela equipe e transformada em laboratório.
Agentes de saúde em bananal, local propício à propagação do maruim
Agentes de saúde em bananal, local propício à propagação do maruim Crédito: Everton Bassetto/Prefeitura de Alfredo Chaves
A pesquisa está na segunda etapa, que envolve coleta, identificação e experimentação de diferentes substâncias para avaliar a eficácia de inseticidas. O próximo passo prevê o envio de amostras para análise detalhada no laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, possibilitando uma avaliação mais precisa dos resultados.
“Através dessas informações podemos avançar na estruturação da vigilância do oropouche, adotar medidas mais efetivas de controle do vetor e consequentemente diminuir o número de casos da doença e melhorar o bem-estar da população, que tem sofrido bastante com a alta infestação”, explica a pesquisadora Lesliane de Amorim, enfermeira do Ministério da Saúde, apoiada por Karina Bertazo, bióloga da Sesa, e Jéssica Gouvea, bióloga da Fiocruz.

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