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Leonel Ximenes

Convento esclarece o “mistério” de quadro e imagem sumidos

Peças históricas ficam na entrada antiga do Santuário pela Prainha de Vila Velha

Publicado em 21 de Agosto de 2025 às 03:11

Públicado em 

21 ago 2025 às 03:11
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O portão velho do Convento sem a imagem de São Francisco no nicho localizado no alto da estrutura
O portão velho do Convento sem a imagem de São Francisco no nicho localizado no alto da estrutura Crédito: Carlos Alberto Silva
Na semana passada, uma fiel devota de Nossa Senhora da Penha subiu os poucos degraus de acesso à capelinha onde tradicionalmente ficava a réplica da imagem de Nossa Senhora das Alegrias, ao lado do portão principal do 38º BI do Exército, na Prainha, mas acabou se frustrando ao encontrar tudo vazio, sem a peça. O que teria acontecido?
No mesmo local, ao lado, no acesso secundário ao Convento da Penha (também conhecido como portão velho), um observador atento notou outra ausência intrigante: cadê a pequena imagem de São Francisco de Assis no nicho no alto do pórtico branco de portões azuis? Outro mistério.
Foto de arquivo mostra a imagem de São Francisco no nicho do portão velho
Foto de arquivo mostra a imagem de São Francisco no nicho do portão velho Crédito: Divulgação
A coluna recorreu à assessoria do Convento da Penha para saber o que aconteceu com as peças de valor histórico e religioso. Pelo menos as notícias são tranquilizadoras, para quem imaginou que o quadro da santa e a imagem do santo poderiam ter sido furtados ou vítimas de vandalismo.
Os objetos, segundo o Convento, estão sendo submetidos a uma manutenção. O quadro está passando por restauro e o espaço que o abriga está sendo limpo e pintado.
“Com objetivo de garantir a conservação dos espaços e dos objetos do acervo do Convento, a fraternidade franciscana decidiu realizar trabalhos de manutenção do nicho de Nossa Senhora das Alegrias e do pórtico da antiga entrada do Santuário, localizados na Prainha, ao lado da entrada do 38° BI”, diz a nota enviada à coluna.
A capelinha ao lado da entrada do Exército, que abrigava a imagem de Nossa Senhora das Alegrias, está sendo pintada e limpa
A capelinha ao lado da entrada do Exército, que abrigava a imagem de Nossa Senhora das Alegrias, está sendo pintada e limpa Crédito: Carlos Alberto da Silva
As peças devem voltar a ser expostas novamente, embora o Convento não tenha definido uma data precisa.
Imagem de arquivo da capelinha com a imagem de Nossa Senhora das Alegrias retirada para manutenção
Imagem de arquivo da capelinha com a imagem de Nossa Senhora das Alegrias retirada para manutenção Crédito: Divulgação
“[As peças] foram levadas para restauração e devem ser colocadas nos locais em ocasião oportuna. Desse modo, os fiéis poderão novamente, em breve, visitar o espaço já com as melhorias. Ressaltamos ainda que a intervenção faz parte de uma série de melhorias e ações de conservação executadas pela fraternidade franciscana”, esclarece a direção do monumento religioso e turístico mais visitado do Espírito Santo.

LOCAL DE VALOR HISTÓRICO E TURÍSTICO

Também chamado de oratório, a capelinha localizada na entrada do Exército é, segundo historiadores, mais antiga até que o próprio Convento e já existia em 1558, quando frei Pedro Palácios chegou a Vila Velha.  Ela é muito visitada por turistas.
O frade franciscano espanhol chegou a se abrigar na gruta que existe entre o oratório que abriga a imagem de Nossa Senhora das Alegrias e o portão velho. No oratório, segundo a tradição católica, o religioso ficava rezando por longo tempo e fazia pregações.
O portão velho, por sua vez, foi construído em 1774, de acordo com o registro do Convento da Penha. Por ele se acessa a histórica ladeira de pedras (Ladeira da Penitência ou das 7 voltas), primitivo caminho para o alto da montanha.
À sua direita, encontra-se a conhecida gruta de frei Pedro Palácios, assinalada por uma lápide comemorativa, com dizeres em latim e em português, e mandada colocar ali pelo frei Teotônio de Santa Humiliana, guardião da Penha na época.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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