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Leonel Ximenes

Cruz da 1ª missa chega ao Brasil para peregrinação por 5 Estados: e o ES?

Símbolo histórico usado há 525 anos fica sob a guarda do Tesouro-Museu da Sé de Braga, em Portugal

Publicado em 18 de Abril de 2025 às 03:11

Públicado em 

18 abr 2025 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

A cruz original utilizada na missa celebrada pelo frei Henrique de Coimbra poucos dias depois da chegada dos portugueses ao Brasil
A cruz original utilizada na missa celebrada pelo frei Henrique de Coimbra poucos dias depois da chegada dos portugueses ao Brasil Crédito: CNBB/Divulgação
Em comemoração aos 525 anos da primeira missa celebrada no Brasil, a cruz usada na celebração histórica vai peregrinar, entre 15 e 26 de abril, por 13 municípios nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará e Bahia, além do Distrito Federal.
O Espírito Santo, apesar da sua importância histórica e de ter uma das cidades mais antigas do Brasil - Vila Velha -, ficou fora do roteiro de peregrinação do símbolo católico. A terra onde viveu e morreu São José de Anchieta,  o "Apóstolo do Brasil", foi mais uma vez ignorada.
A cruz chega ao Brasil, após sair do Tesouro-Museu da Sé de Braga, em Portugal, onde fica preservada. No caminho, passou por diversas cidades portuguesas, entre elas Lisboa, Fátima e Cascais. As primeiras celebrações no Brasil foram nesta terça-feira (15), na capital paulista.
A primeira missa em solo brasileiro foi celebrada em 26 de abril de 1500, na Praia da Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, na região hoje chamada de Costa do Descobrimento, uma zona turística localizada no Sul do Estado que vai da cidade de Belmonte até o distrito de Caraíva, em Porto Seguro.
Celebrada pelo frei Henrique de Coimbra poucos dias depois da chegada dos portugueses ao Brasil, a missa, que reuniu portugueses e povos originários, é lembrada como um primeiro ponto de encontro entre as culturas e as crenças distintas.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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