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Leonel Ximenes

Delegado que prendeu o maior traficante do ES perde cargo de chefia

Há menos de dois meses, policial havia sido exonerado de uma subsecretaria estratégica da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp)
Leonel Ximenes

Publicado em 

19 dez 2025 às 03:11

Publicado em 19 de Dezembro de 2025 às 06:11

Romualdo Gianordoli Neto
Romualdo Gianordoli Neto foi dispensado da função gratificada e burocrática que exercia na Sesp Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Ter comandado a histórica operação que resultou na prisão de Marujo, o traficante mais procurado do Espírito Santo, parece que não foi suficiente para o delegado Romualdo Gianordoli Neto assegurar uma posição de maior prestígio na Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).
Há menos de dois meses - 23 de outubro - o delegado, como mostrou a coluna, foi exonerado da estratégica Subsecretaria de Estado da Inteligência (SEI) da Sesp e nomeado para uma função de menor prestígio. Agora, nesta quarta-feira (17), ele perdeu até o cargo que tinha: o policial foi dispensado da função gratificada e burocrática de assessor da Secretaria.
Romualdo Gianordoli, em conversa com a coluna, disse que foi surpreendido pela exoneração da função gratificada de assessor da Sesp, em ato publicado no Diário Oficial de quarta-feira (17) e assinado pelo secretário estadual de Segurança Pública, Leonardo Damasceno.
O ato de exoneração do delegado, de função gratificada de assessoria da Sesp, foi publicado no Diário Oficial
O ato de exoneração do delegado, de função gratificada de assessoria da Sesp, foi publicado no Diário Oficial Crédito: Diário Oficial/reprodução
“Eles nem mesmo tiveram a decência de me avisar antes da publicação, o que é praxe. Soube pelo Diário Oficial. Um total desrespeito profissional e pessoal”, reclamou o delegado, que está em período de férias.
“Vou ficar no limbo. Tudo indica que serei retaliado na minha próxima localização, o que pode configurar assédio moral. Vamos ver”, disse Gianordoli, que não sabe para onde será designado após a exoneração da função gratificada.
O delegado afirmou que recebeu a exoneração, da forma como foi feita, como um ato de desrespeito. “Em março completo 19 anos como delegado de polícia. Nunca havia passado por isso.”
Gianordoli explica que voltará ao trabalho no dia 29 de janeiro do ano que vem devido a “férias-prêmio”, direito assegurado ao servidor público após 10 anos de serviço. “Já completei meu período de aquisição de férias há muito tempo e nem pensava em tirar férias agora, mas com essa sucessão de acontecimentos não teve jeito.”
É bom explicar que Romualdo Gianordoli Neto, por ser concursado, continuará na função de delegado - ele não “perde o emprego”. A exoneração de que ele foi alvo refere-se a funções de chefia na estrutura da Polícia Civil, que são de livre nomeação e exoneração do secretário de Segurança.

O QUE DIZ A SESP

Procurada pela coluna, a Sesp se manifestou sobre a exoneração do delegado: “A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informa que cargos em comissão são de livre nomeação e exoneração. Mudanças ocorrem de acordo com as necessidades e dinâmicas da Secretaria”.

A PRISÃO DE MARUJO

Romualdo Gianordoli ficou famoso por comandar a operação que levou à prisão do número 1 da lista dos bandidos mais procurados do Espírito Santo, Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo.
Em 8 de março de 2024, no dia da prisão de Marujo, o delegado, que na ocasião ocupava o cargo de superintendente de Polícia Especializada (SPE), chegou a se emocionar e chorar durante a entrevista coletiva dos policiais que participaram da megaoperação.
Marujo foi preso no bairro Bonfim, em Vitória. Ele era o chefe do tráfico de drogas do Bairro da Penha e Bonfim e liderava o Primeiro Comando de Vitória (PCV), facção que comanda a região e se estende a vários bairros — não só na Grande Vitória como no interior do Espírito Santo.
Muito respeitado no meio policial, Romualdo Gianordoli já passou por outras funções na Polícia Civil, como titular da Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) – hoje Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP)
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