No ano passado, Alfredo Chaves viveu uma epidemia da febre oropouche, doença causada pelo mosquito maruim - dos 5.533 casos registrados no ES,1.246 foram no município. Agora a cidade do Sul do Estado se mobiliza para tentar impedir a proliferação de outro inseto, a temida mosca-dos-estábulos, que causa grandes prejuízos à agricultura.
A força-tarefa contra o inseto envolve, além da prefeitura, o Ministério Público Estadual, as Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, o Idaf e o Incaper. Esses órgãos vão participar de uma reunião nesta quinta-feira (23), às 16h, na localidade de Quarto Território, na qual os produtores rurais serão orientados a adotar práticas sustentáveis na agricultura, de forma a impedir a disseminação da mosca.
Os agricultores serão alertados, por exemplo, que o uso inadequado de palha de café, esterco, sobras de ração animal e outros resíduos orgânicos pode facilitar a reprodução da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans).
Segundo os técnicos da Prefeitura de Alfredo Chaves, o aproveitamento desses materiais como fontes de matéria orgânica acaba contribuindo para o aumento da produtividade e a preservação do meio ambiente. Durante a reunião, serão apresentadas formas de reutilização e manejo adequado dos resíduos, evitando impactos ambientais e prejuízos à produção.
Há mais de 15 anos, a mosca-dos-estábulos vem causando grandes prejuízos ao agronegócio brasileiro. De acordo com a Embrapa, este inseto se parece muito com uma mosca comum, sendo, de fato, da mesma família (Muscidae).
Mas a mosca-dos-estábulos, diferentemente da comum, se alimenta de sangue dos animais e isso faz dela um parasito que representa um grande perigo à pecuária, afetando toda a cadeia produtiva.