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Leonel Ximenes

Fim da agonia: cidade no ES vai construir cemitério atrás de presídio

Devido ao aumento das mortes na pandemia, não havia mais vagas no principal cemitério do município

Publicado em 20 de Dezembro de 2022 às 14:15

Públicado em 

20 dez 2022 às 14:15
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O novo cemitério de Barra de São Francisco será construído num terreno anexo ao presídio regional
O novo cemitério de Barra de São Francisco será construído num terreno anexo ao presídio regional Crédito: Weber Andrade
Em Barra de São Francisco, a agonia (dos vivos) vai acabar. Finalmente a prefeitura conseguiu um terreno para construir o novo cemitério da cidade. Tudo bem que será em uma área atrás do presídio regional, mas quem ficará eternamente no local não há de reclamar.
O novo cemitério de Barra de São Francisco será construído em um terreno de cerca de 80 mil metros quadrados, em uma área do próprio município. Segundo a prefeitura, o projeto deve ficar pronto no início do ano que vem e começará a ser executado em ritmo emergencial, devido à falta de vagas no cemitério atual.
Com média de 20 sepultamentos por mês, o cemitério principal do município, no Centro, não tem mais vagas nem para os próximos 30 dias, como mostrou recentemente a coluna.
A situação já vinha se arrastando há alguns anos e no final da gestão passada, a prefeitura chegou a abrir espaço em uma faixa de cerca de cinco metros, dentro do cemitério, mas essa área também já foi toda ocupada, segundo funcionários.
pandemia de Covid, que provocou 263 mortes (0,6% da população francisquense) no município do Noroeste do Estado, contribuiu para agravar o quadro nos anos de 2020 e 2021.
O cemitério de Barra de São Francisco recebe, em média, 20 sepultamentos por mês
O cemitério de Barra de São Francisco recebe, em média, 20 sepultamentos por mês Crédito: Weber Andrade
De acordo com o prefeito Enivaldo dos Anjos, nenhuma medida que tenha sido tentada pela administração municipal nos últimos meses para atenuar o problema da falta de vagas no cemitério surtiu efeito e, agora, o quadro chegou ao seu limite.
“Devido às mortes na pandemia, houve um acúmulo de sepultamentos recentes, sem cumprir o prazo legal para exumação. Não temos mais como segurar a situação. Se não construirmos urgentemente um novo cemitério, quem morrer na cidade vai ter que ser enterrado nos distritos”, disse Enivaldo ao portal Norte-Leste.
A coluna torce para que não haja rebelião no presídio para que o sossego dos vizinhos não seja perturbado.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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