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Leonel Ximenes

Ministério da Saúde apaga vídeo logo após discurso de Bolsonaro

Mensagem retirada do ar orientava as pessoas com sintomas de gripe a fazer o isolamento social por 14 dias e seguir as orientações do Ministério

Publicado em 25 de Março de 2020 às 13:24

Públicado em 

25 mar 2020 às 13:24
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Bolsonaro contraria o próprio Ministério Saúde e pede fim do
Bolsonaro contraria o próprio do Ministério Saúde e pede fim do "confinamento em massa" Crédito: Reprodução da TV
O Ministério da Saúde apagou de suas redes sociais, logo após o presidente Jair Bolsonaro fazer seu pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, um vídeo que foi postado ontem (24) e que fala sobre as recomendações às pessoas que estiverem com gripe.
Publicado pela manhã, a peça orienta que se a pessoa estiver com sintomas de gripe, que faça o isolamento social por 14 dias e siga as orientações do Ministério. A ida ao hospital, segundo o vídeo, só seria necessária se o paciente sentir falta de ar.
Curiosamente (ou coincidentemente), o conteúdo sumiu logo após as declarações de Bolsonaro minimizando a contaminação do novo coronavírus e suas consequências.
A fala do presidente da República, segundo informam alguns veículos da imprensa nacional, causou um mal-estar muito grande na assessoria do ministro Luiz Henrique Mandetta.
Alguns auxiliares estão sugerindo que o ministro da Saúde entregue o cargo haja vista que ele não teria como recuar das medidas de isolamento recomendadas pelo próprio Ministério à população brasileira para conter a epidemia da Convid-19.

EXÉRCITO RECONHECE GRAVIDADE DA PANDEMIA

Ainda ontem à noite, o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, em um vídeo distribuído à tropa, alertou para gravidade do momento, num tom totalmente diferente do empregado por Bolsonaro, que falou pouco tempo depois da divulgação da mensagem do general.
“Vivemos o enfrentamento de uma pandemia que exige a união de todos nós brasileiros. O momento é de cuidado e de prevenção, mas também de muita ação por parte do Exército brasileiro”, afirmou o comandante.
Pujol, diferentemente de Bolsonaro, reconheceu que a corporação está diante de um grande desafio: “Uma de nossas responsabilidades com a Nação nesse momento de crise é que nossa tropa deve manter a capacidade operacional para enfrentar o desafio e fazer a diferença. Talvez seja a missão mais importante de nossa geração”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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