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Leonel Ximenes

Navio militar que será construído no ES vai gerar 6,6 mil empregos

São 600 postos de trabalho diretos e 6 mil indiretos; é a primeira vez que o Estado constrói um navio para uso militar

Publicado em 14 de Junho de 2022 às 19:50

Públicado em 

14 jun 2022 às 19:50
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O Navio de Apoio Antártico (NApAnt) terá 93,9 metros de comprimento, 18,5 metros de largura, calado de seis metros e autonomia para 70 dias. Com propulsão diesel-elétrica, terá uma tripulação de 95 pessoas, incluindo 26 pesquisadores.
O Navio de Apoio Antártico (NApAnt) terá 93,9 metros de comprimento, 18,5 metros de largura, calado de seis metros e autonomia para 70 dias. Com propulsão diesel-elétrica, terá uma tripulação de 95 pessoas, incluindo 26 pesquisadores Crédito: Marinha do Brasil
Estaleiro Jurong vai construir uma navio militar pela primeira vez em sua história. O Navio de Apoio Antártico (NApAnt), que irá contribuir para a segurança da navegação na região Antártica, tem previsão, segundo a Marinha do Brasil, de gerar até 600 empregos diretos e 6 mil indiretos durante os três anos de execução da embarcação no estaleiro localizado entre Barra do Sahy e Barra do Riacho, em Aracruz.
O Navio de Apoio Antártico (NApAnt) terá 93,9 metros de comprimento, 18,5 metros de largura, calado de seis metros e autonomia para 70 dias. Com propulsão diesel-elétrica, a embarcação terá uma tripulação de 95 pessoas, incluindo 26 pesquisadores.
O contrato para a construção do navio foi assinado nesta segunda-feira (13) na sede da Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro. O navio de apoio polar irá substituir o navio de apoio oceanográfico "Ary Rongel" no abastecimento e no auxílio das pesquisas da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF).
O NApAnt terá capacidade para navegar em campos de gelo e, para isso, será equipado com um casco em formato específico e reforçado, particularmente em sua proa, para abrir caminhos e quebrar as placas de gelo na região.
Segundo a Marinha do Brasil, o contrato prevê a construção de um navio capaz de operar no verão e no outono no Continente Antártico e com capacidade de navegar tanto na formação de gelo mais recente, quanto nas placas mais antigas, que apresentam maior resistência.
Estiveram presentes à assinatura do contrato, no Rio de Janeiro, o prefeito de Aracruz, Dr. Coutinho (PP), o ministro da Ciência e Tecnologia, José Augusto Cunha, o comandante da Marinha, almirante de esquadra Almir Garnier Santos, e diretores da Jurong.
“O projeto, além de gerar emprego e renda, possui alto valor tecnológico e vai abrir portas de contratos futuros para a Jurong na área militar e, para o nosso município, a possibilidade de novos investimentos e oportunidades na área tecnológica e naval. Com isso, abre-se um leque de novas chances de emprego”, destacou o prefeito de Aracruz..

Leonel Ximenes

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Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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